Vereador propõe CEI para investigação de servidores do Imas

Segundo vereadores presentes em plenário, desde outubro médicos estão sem pagamento e o órgão já consta com uma dívida de R$ 50 milhões

Nesta quinta-feira, 17, o vereador Ronilson Reis (Podemos) comunicou no plenário da Câmara Municipal de Goiânia que apresentará um requerimento para investigar os servidores do Instituto Municipal de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas). Segundo vereadores presentes em plenário, desde outubro médicos estão sem pagamento e o órgão já consta com uma dívida de R$ 50 milhões.

Na manhã desta quinta-feira, 17, inclusive, servidores da educação municipal de Goiânia chegaram a protestar em frente ao Imas, reivindicando atendimento nas mais diversas modalidades, como emergências e clínicas. Na Câmara, o documento para a investigação já conta com 13 assinaturas, sendo que apenas 12 são necessárias para que a abertura da CEI seja acatada no plenário. O propositor do requerimento, Ronilson Reis, pretende chegar a 20 assinaturas. Requerimento deve ser protocolado na próxima terça-feira, 22.

“O Imas está com fama de má prestação de serviços. Alguma coisa está acontecendo! Pode analisar que a maioria das reclamações dos usuários são em relação aos prestadores, além da suspeita de superfaturamento em contratos”, justificou Ronilson.

Para o vereador Clécio Alves (MDB), é necessário uma auditoria imparcial no Instituto em todos os prestadores de serviço. “Há poucos dias atrás houve uma ação da polícia com o MP uma ação em que foi levado preso vários prestadores de serviço. Há casos de clínicas que cobravam do Imas de pessoas que estavam pagando e a pessoa já tinha morrido. É preciso responsabilizar todos. Apoio absolutamente auditoria em todos os prestadores”, afirma o emedebista.

Já para o vereador Mauro Rubem (PT), a discussão acerca do Imas, mesmo que através de uma CEI, é importante para que o instituto seja viabilizado. “O Imas é viável e tem recurso suficiente, mas ele deve aos servidores de agosto a dezembro do ano passado; cerca de R$ 50 milhões e ele recebe R$ 26 milhões por mês. A folha de pagamento está achatada. Precisamos atualizar o Imas como atualizamos o Ipasgo”, disse.

Para se pronunciar, o Imas foi procurado pelo Jornal Opção. O Instituto informou que “está empenhado em garantir uma solução definitiva para os problemas apontados a partir da autossustentabilidade do órgão”. “Desde meados de fevereiro, a Prefeitura de Goiânia dedica esforços para promover uma reformulação completa no Imas, com o objetivo de garantir atendimento digno, eficiente e de qualidade aos milhares de segurados”, escreveu.

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