Vereador Milton Mercez é expulso do PTB

Petebista não sabe ao certo os motivos que levaram o diretório do partido a expulsá-lo. Ele afirma que não pretende mais seguir na vida política

Milton Mercez está sem partido | Foto: Alberto Maia/Câmara de Goiânia

Milton Mercez está sem partido | Foto: Alberto Maia/Câmara de Goiânia

O vereador por Goiânia Milton Mercez foi expulso do PTB há cerca de um mês, conforme relatou ao Jornal Opção Online na última semana, durante sessão da Câmara Municipal. Ele era o único representante da sigla no Poder Legislativo da capital.

O petebista não deixou claro as motivações que levaram à expulsão, mas relatou que se sentia isolado das decisões internas. “Estou em meu terceiro mandato e nunca fui chamado para discussões internas. Nunca fui convidado para contribuir com o partido, nem recebi convites ou comunicados para reuniões.”

Milton informou à reportagem ter entrado com recurso contra a decisão do diretório metropolitano, “mas que não houve possibilidade”.

Na sessão do último dia 24, durante votação do projeto de lei que cria o Plano Municipal de Educação (PME), o vereador solicitou ao presidente da Câmara, Anselmo Pereira (PSDB), que fosse retirado do painel eletrônico da Casa a sigla PTB. “Eu peço que retire, porque não represento mais o PTB. Eu falo e voto em meu nome. Eu estou sem partido”, discursou.

Milton comentou que a “única gratidão” que tem pelo PTB é pela ajuda que deu nas campanhas vitoriosas do deputado federal e presidente do partido em Goiás, Jovair Arantes, e de Henrique Arantes, à Assembleia Legislativa (respectivamente pai e filho).

O vereador confirmou ainda que não tem intenção de concorrer novos pleitos e, por isso, não contestou a decisão e nem procurou conversar com Jovair. “Estou com 62 anos e não quero seguir na vida política. Quero parar por aqui, não quero conversar sobre política nem nada.”

Porém, disse que aguarda a orientação do governador Marconi Perillo (PSDB), do qual é aliado para tomar alguma decisão. Recentemente, o petebista relatou que pretendia “preparar novas lideranças” que possam disputar as eleições de 2016.

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