Vereador garante que Câmara Municipal criou “barreira” e próximo presidente será “independente”

Pedro Azulão Jr. (PSB) classifica eleição como a “mais tranquila dos últimos tempos”, sinalizando que escolha estará alinhada aos anseios da Casa e não dos Poderes Executivos

Foto: Alberto Maia

Vereador Pedro Azulão Jr. diz que eleição será “tranquila” | Foto: Alberto Maia/Câmara de Vereadores

A eleição para a nova mesa diretora da Câmara de Vereadores de Goiânia, a ser realizada no próximo dia 11, será a mais tranquila das últimas legislaturas. O afunilamento das candidaturas se dará mesmo a partir da próxima segunda-feira (9/12). A avaliação, de Pedro Azulão Jr (PSB), foi feita ao Jornal Opção Online na manhã desta quarta-feira (3).

O pessebista acha que com o “gás” das discussões sobre o projeto de reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU/ITU) — a prefeitura quer 57,8% para 2015 e 29,7% em 2016 –, as articulações para a  sucessão ficam abafadas. “Sinto que todos os vereadores querem eleger um presidente que goste da Câmara, do funcionário público e que não vá agachar para o prefeito Paulo Garcia [PT]. Com um Poder Legislativo independente, a pop [população] se dá bem”, indicou Pedro Azulão Jr.

Segundo ele, nunca se viu antes na Casa a oposição sentar com a base do Paço Municipal, e vice-versa, para debater sobre nomes. Hoje, listou, existem seis nomes com chance de serem eleitos. Na escolha, destacou, o governo estadual e municipal não irão interferir.

“Os próprios vereadores criaram uma barreira”, resumiu o oposicionista. Sem citar nomes, Pedro Azulão Jr. observa que alguns colegas que querem ser presidente começam a “estourar e ficar rebeldes” e, por isso, podem ficar isolados no processo.

Nomes confirmados

A líder do prefeito na Casa, Célia Valadão (PMDB), e o segundo vice-presidente, Rogério Cruz (PRB), foram os vereadores que colocaram seus nomes de maneira mais clara para a disputa. A peemedebista já pede votos, mas encontra resistência da própria bancada do partido.

O segundo vai votar em conjunto com o Bloco Moderado, que conta originalmente com quatro integrantes (Zander Fábio, PSL; Paulo da Farmácia e Divino Rodrigues, Pros; e Bernardo do Cais, PSC) e recebe o reforço de mais três parlamentares, além de Rogério Cruz: Welington Peixoto (Pros), Paulo Magalhães (SD) e, agora, com Felizberto Tavares (PT).

Os independentes tem participação crucial na votação, se aliados à oposição, que articula com os tucanos Anselmo Pereira e Geovani Antônio. O novo presidente vai ocupar a principal cadeira do Poder Legislativo da capital nos próximos dois anos.

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