Vereador é condenado por lavagem de dinheiro em caso de desvio de recursos do Incra

Wellington Peixoto foi denunciado pelo Ministério Público Federal em Goiás 

Vereador Wellington Peixoto (MDB) | Foto: Fernando Leite

O vereador Wellington Peixoto foi condenado, em primeira instância, por lavagem de dinheiro em caso de desvio de recursos financeiros do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no período de 2001 a 2003. Além dele, são citados Aparecido Antônio, então ocupante do cargo de Superintendente Regional do Incra no Estado de Goiás, e a servidora pública Márita Aparecida.

De acordo com os autos, com sentença dada em 6 de setembro, os três desviaram recursos financeiros provenientes do Incra, no valor de R$61.800,00. Em 2001, Aparecido autorizou licitação para a compra de 62 mil litros de óleo diesel para os municípios goianos de Amaralina, Campinorte, Doverlândia, Goiás, Heitoraí, Itaberaí, Montividiu do Norte, Mundo Novo e Rio Verde. Essa aquisição seria para a abertura e melhoramento de estradas em projetos de assentamento rural.

Em outubro do mesmo ano, o Incra expediu edital para a contratação de empresa que fornecesse combustível às prefeituras municipais, no qual apenas a empresa Posto do Bosque, pertencente ao vereador, participou do caso. Após a aprovação, Peixoto apresentou uma única nota fiscal para todo o combustível fornecido para todos os municípios. Ele, então, pagou pelo combustível e o produto não foi entregue. Márita é acusada de emitir nota fiscal falsa para acobertar o desvio.

O pai de Wellington, Sebastião Peixoto Mouro, também estava envolvido no processo, mas foi absolvido já que, por conta de sua idade, o crime prescreveu.

Em entrevista ao Jornal Opção, Wellington disse que irá recorrer e está certo que, ao final, sua inocência será declarada. “Foi uma decisão que não analisou todas as provas. Eu apenas entreguei o combustível e participei da licitação. Como o posto era alugado, usamos outro posto para fazer pagamento”, explicou.

Segundo o parlamentar, a decisão foi mais política do que jurídica. “Um promotor mandou arquivar o caso enquanto outro reabriu e condenou. Por isso, estou bem tranquilo com essa decisão, que será revertida”, garantiu.

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