Vereador pede afastamento de Gomide da Câmara após denúncia da JBS

Domingos de Paula (PV) afirmou que parte dos eleitores da cidade o procuraram para pedir que petista fique fora da Casa até que sejam apuradas denúncias contra ele

Para o vereador, “não é bom para a imagem da Câmara ter um membro envolvido em casos do tipo” | Foto: Reprodução Facebook

O vereador Domingos Paula de Sousa (PV), de Anápolis, pediu, na tribuna da Câmara, que o vereador Antonio Gomide (PT) seja afastado do cargo até que sejam apuradas as denúncias de que ele teria recebido R$ 2 milhões em propina da JBS. Na sua opinião, não é bom para a imagem da Câmara ter um membro envolvido em casos do tipo.

“Nossa posição é que ele pudesse ser afastado da Câmara até que seja apurado”, afirmou ele. Segundo o parlamentar, o pedido de afastamento surgiu da demanda de parte da população anapolina. “Na verdade, eu fiz essa sugestão porque parcela dos eleitores que a gente representa me procurou com essa demanda”, explicou ele.

Gomide já se manifestou sobre a sugestão, negando que tenha intenção de se afastar do mandato. O petista disse, durante sessão na Câmara, que “quem não deve não teme”. “Não temos dificuldade dentro do regimento da Câmara, se for apresentada denúncia com prova, de fazer a defesa. E o presidente tem a prerrogativa de tomar essa decisão. Eu ando nessa cidade com a cabeça erguida, não tenho medo do debate e tenho documentos que mostram que essa ação é para me incriminar. Agora quem tem prova [acusando], que mostre”, rebateu.

Em entrevista ao Jornal Opção, o vereador e ex-prefeito de Anápolis garantiu nunca ter pedido dinheiro para a JBS e disse que, se houve algo ilícito quanto às doações ao diretório nacional, foi entre o partido e a empresa.

Segundo ele, não foi feito nenhum pedido por parte de Domingos de Paula, que apenas se pronunciou na Câmara. Gomide disse ainda que nenhum outro vereador endossou o discurso de Domingos.

Explicações

Gomide apresenta documento do TSE durante sessão na Câmara | Foto: reprodução/ Câmara Anápolis

Antonio Gomide usou a tribuna para rebater as denúncias do diretor de Relações Institucionais e Governo na holding J&S, Ricardo Saud. O vereador afirmou que não tem nada a esconder e que as doações feitas pela JBS à campanha do PT em Goiás chegaram via diretório nacional, e constam na prestação de contas feita ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Portanto, não foi caixa 2 e muito menos para o Gomide [a doação]”, completou.

Gomide apresentou documento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que mostra o repasse do Diretório Nacional do PT para o partido em Goiás, com a JBS como doadora originária, no valor de R$ 950 mil cada, nos dias 5 de setembro e 3 de outubro de 2014. “Essa é a prova cabal de que não foi feito caixa 2. Foram feitas sim duas transferências eletrônicas, com recibo eleitoral”, frisou.

Segundo o vereador, a campanha do PT goiano naquele ano teve despesa de R$ 4,5 milhões, incluindo as candidaturas a governador, senador, deputados federais e estaduais. Para Gomide, na política não há coincidências e antes do pleito de 2014, quem disputava com ele a candidatura ao governo pela aliança PT-PMDB, do lado dos peemedebistas, era Júnior do Friboi, irmão de Joesley e Wesley Batista, os delatores de agora. (Com informações da Câmara Municipal de Anápolis)

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Denis

Igualzinho o Lula! Não viu não, não sabe de nada kkkk