Vereador acusado de estupro coletivo diz estar vivendo “a pior fase de sua vida”

Jean de Castro (DEM) rebate acusações e acredita que episódio está sendo usado politicamente. Jovem afirma que “não é por vingança” e busca justiça

arquivo pessoal

À esquerda Jean de Castro (DEM) e à direita Leandro Castro | Foto: reprodução / Facebook

O vereador Jean de Castro (DEM) acusado de praticar um estupro coletivo em uma adolescente de 17 anos no último dia 9 em Indiara, na casa de seu irmão Leandro Castro, de 32 anos, convocou a imprensa nesta terça-feira (25/11) e disse estar vivendo a “pior fase de sua vida”. Segundo ele, o caso ganhou repercussão midiática principalmente porque seus adversários políticos estão usando o episódio para “manchar negativamente sua imagem pública”.

Em contrapartida, a adolescente M.X.L. afirmou, em entrevista exclusiva ao Jornal Opção Online, que o caso não tem ligações políticas e que está somente “buscando por justiça”: “o crime ocorreu sim, e claro que todos os cinco envolvidos afirmarão o contrário. Após o acontecido, fui encaminhada para um hospital de Goiânia, lá fui analisada por peritos e em breve os resultados dos exames sairão”.

M. salientou ainda que está tomando medicamentos para evitar doenças sexualmente transmissíveis. “Não é por vingança, estou fazendo o que é certo”, assegura.

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P. C. ao fundo e Juliana Bueno: “As festas sempre são normais” | Foto: Thiago Araújo/ Jornal Opção

De acordo com as testemunhas, 12 pessoas participaram da festa, inclusive a namorada do vereador. Em entrevista, a jovem que se identificou por Thaís, de 21 anos, assegurou que ela e Jean de Castro foram embora juntos da festa. “Esse suposto estupro é uma farsa. A garota que diz ser abusada tem uma fama ruim na cidade”, remata.

Segundo P.C., de 29 anos, que também participava da festa, a adolescente M.X.L., que tem uma filha de 1 ano, manteve relações sexuais dentro da piscina com Leandro Castro. “Para mim, não existe estupro. De onde estávamos, dava para ver o envolvimento físico da menina com o Leandro. Em seguida, os dois subiram para o quarto, depois ele desceu e ficou conversando conosco”, lembra.

Leandro, por sua vez, confirma a história contada por P. C. e completa afirmando que ela se sentiu enciumada ao vê-lo conversando com outras pessoas. “O estupro coletivo foi uma armadilha. Apenas eu, que já tinha um relacionamento amoroso, tive relações com ela”, sustenta.

A jovem Juliana Bueno, de 21 anos, comentou a reportagem que sempre participou de festas na casa de Leandro, mas que nunca presenciou nenhum ato desrespeitoso. “São festas normais, com cervejas, amigos e música. Não tem nada demais”.

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Conversa entre Leandro e a vítima

O advogado dos irmãos, Danilo Vasconcelos, acredita que a adolescente inventou o ocorrido. “Temos conversas de um aplicativo de celular, onde ela afirma ao Leandro que as pessoas da região comentavam o fato, mas que era invenção”, frisa.

Até agora, o delegado responsável pelas investigações, Queops Barreto, ouviu 15 testemunhas e a partir da próxima semana irá ouvir os acusados. “Uma testemunha chegou a ser presa, pois ela estava amarrando informações para proteger seus amigos. Agora, já que os suspeitos alegam inocência, espero que eles doem material genético para confrontarmos com o DNA da vítima”, afirma.

Questões Políticas

A Câmara Municipal de Indiara abriu uma comissão para acompanhar o inquérito da Polícia Civil que investiga a denúncia. Atualmente, o democrata acusado do estupro coletiva é o vice-presidente da casa.

“Eu estava pleiteando a presidência da Câmara. Agora, me retirei da disputa. Além disso, os oposicionistas, que são os mais interessados neste assunto, chegaram a doar alimentos e a transportar a jovem”, comenta Jean de Castro.

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