Jair Bolsonaro e a esposa, Michelle, ficaram em silêncio durante o depoimento dado à Polícia Federal (PF), nesta quinta-feira, 31. Segundo os advogados Paulo Cunha Amador e Daniel Tesser, o casal só vai falar quando o apontado caso de venda de joias no exterior for submetido à 1ª Instância. Já o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, adotou postura totalmente oposta. O militar chegou quase duas horas antes do horário combinado do seu depoimento e, até as 17h, ainda estava depondo.

A justificativa do casal Bolsonaro pelo silêncio é a de que o Supremo Tribunal Federal (STF) não tem competência para atuar nesta fase da investigação, com base em parecer da Procuradora-Geral da República (PGR).

Jair e Michelle, os assessores Mauro Cid, Osmar Crivelatti e Marcelo Câmara e os advogados Frederick Wassef e Fabio Wajngarten foram à PF hoje para falar sobre a investigação acerca do desvio, venda, recompra e devolução de presentes oficiais de alto valor recebidos pelo ex-presidente de chefes de nações estrangeiras.

Assim como Bolsonaro, adotaram o silêncio Wajngarten e Câmara.

Um dos principais objetivos da PF é saber até que ponto Bolsonaro participou do esquema de venda de joias e quanto lucrou com a negociação. A defesa nega as irregularidades apontadas.

Vale lembrar que Mauro Cid, o que mais falou hoje, está preso desde o dia 3 de maio por suspeita de participar de um esquema de fraude em cartões de vacina.

No início desta semana, o militar falou por cerca de  10 horas com investigadores sobre o caso do hacker Walter Delgatti Neto que, por sua vez, acusa Bolsonaro de ser o líder de um grupo organizado para dar um golpe de Estado.

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