Venda de hidrogel pode ser proibida em território goiano

Projeto de lei que prevê a proibição deve ser votado nesta segunda (3) na Assembleia. Proposta é do deputado Gustavo Sebba (PSDB)

Deputado Gustavo Sebba (PSDB), autor da proposta | Foto: André Costa

Está previsto para ser votado nesta segunda-feira (3/6), no plenário da Assembleia, o projeto de lei nº 2958/15 que proíbe a venda das substâncias Hidrogel e Polimetilmetacrilato (PMMA) sem prescrição médica no âmbito do Estado de Goiás e dá outras providências. A proposta é de autoria do deputado Gustavo Sebba (PSDB).

O projeto chegou a ser rejeitado na Comissão de Constituição Justiça e Redação (CCJ) em março de 2016, mas o plenário da Casa não acatou a decisão e a proposta seguiu sua tramitação.

A matéria foi aprovada na Comissão de Saúde e Promoção Social e agora segue para ser submetida a duas votações em plenário. Caso aprovado o texto segue para sanção do governador, Marconi Perillo.

A proposta de lei tem como objetivo proibir a venda das substâncias Hidrogel e Polimetilmetacrilato no Estado de Goiás. O autor da proposta justifica sua iniciativa tendo em vista diversos casos nos noticiários de pessoas morrendo em busca do corpo perfeito ou sofrendo com lesões gravíssimas na pele.

“O risco de infecção, inclusive, é bastante alto, qualquer corpo estranho inserido em nosso corpo facilita a formação do biofilme, uma película de bactérias que protege os micro-organismos da ação do sistema imunológico. Em outros termos, não há àntibiótico capaz de vencer tais infecções porque ele não consegue agir na região infectada”, explica Gustavo Sebba.

O hidrogel tem em sua composição 98% de água e 2% de poliamida (um tipo de polímero). Ele é indicado para pequenos preenchimentos a fim de amenizar rugas, corrigir cicatrizes e atenuar diferenças da pele. A recomendação da Anvisa é que seja aplicado no máximo 50 ml do produto no paciente.

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