Vazão do Rio Meia Ponte fica abaixo de 12 mil litros por segundo e acende alerta

Bacia atende metade da Região Metropolitana de Goiânia e, caso não haja consumo consciente, pode haver desabastecimento em 2020

Rio Meia Ponte abaixo do ponto de captação de água | Foto: Marcos Vieira

A vazão do Rio Meia Ponte atingiu nível de alerta e atualmente está abaixo de 12 mil litros por segundo. De acordo com Fábio Camargo, presidente do Comitê da Bacia do Rio, a situação já é preocupante e, por isso, a Saneago e os órgãos do Estado já divulgam propagandas para conscientizar a população sobre desperdício de água.

“O Meia Ponte é responsável por metade do abastecimento da Região Metropolitana, praticamente. Ele abastece os 12 municípios, metade o Meia Ponte e metade o Rio João Leite. Então vai afetar metade da população da nossa região, ou seja, muitas pessoas”, informou Fábio.

Ele conta que a falta de chuva é o fator principal, já que são mais de 40 dias de seca. A previsão para o período de chuvas é só a partir de outubro e, até lá, o nível deve baixar muito mais. “Temos que fazer o gerenciamento dela. Quando reduz a quantidade de água, temos de fazer uso mais consciente”, disse.

Projeto de captação

De acordo com ele, o papel do Comitê da Bacia do Rio Meia Ponte tem como função averiguar, analisar e encaminhar projetos para o Estado resolver as questões pertinentes. “O Comitê já encaminhou alguns projetos, entre eles, um para o Estado criar algumas bacias de captação de água, barragens, para que quando se está chovendo, guardarmos água para usar quando parar de chover”, contou.

“Uma coisa é certa: tem o período de chuva e de seca. No primeiro, temos sobra de água e na seca, a falta. Um desses projetos é no sentido de segurar essa água no manancial o máximo possível no período da chuva para quando secar, soltar aos poucos, como é feito em barragens particulares na cabeceira do Rio Meia Ponte”, explica o presidente do Comitê.

De acordo com ele, em 2017, a captação da Saneago ficou completamente zerada no Rio Meia Ponte. Fábio descreve como o “período mais crítico que houve”. Em 2018 chegou a 2 mil litros por segundo, e em 2019, em 2,2 mil. A previsão para 2020 é atingir níveis tão baixos como nesses anos.

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