Vanderlan atribui derrota a falta de debate

Candidato a prefeito concedeu entrevista coletiva e reconheceu a derrota logo após o resultado das urnas

Vanderlan fala sobre motivos da derrota | Foto: Eduardo Pinheiro

O candidato a prefeito de Goiânia, Vanderlan Cardoso (PSD), atribuiu a derrota na eleição para prefeito de Goiânia à falta de debate, ocorrida no segundo turno. O senador disse, em entrevista na noite deste domingo, 29, que o eleitor “ficou desestimulado” para votar.

“O candidato [Maguito Vilela] esteve internado em São Paulo e o vice não saiu para debate”, avaliou. Ele citou o alto número de abstenção, votos nulos e brancos na capital como reflexo desta falta de debate.

“O eleitor não percebeu debate. É importante numa eleição ter o contraponto. O eleitor esperava esse debate e não teve, assim ficou desestimulado”, reforça.

Ainda assim, Vanderlan se diz satisfeito com o número de votos conquistados na capital. Segundo ele, é um número expressivo do qual ele já esperava e que contraria as pesquisas divulgadas. “Tinhamos guerras de pesquisas. Uma, divulgada ontem [sábado] colocou diferença de 20 pontos”, aponta.

O senador considera que a estratégia de campanha foi bem feita. Segundo ele, no primeiro turno, houve ataque combinado de seis canidatos e no segundo turno doença de Maguito Vilela (MDB) causou certa comoção. Chegamos a 47% dos votos válidos [no segundo turno], o que é muito bom. A população faz análise, e no Brasil tem a tendência de ficar comovido ao votar”, pondera.

Vanderlan ainda desejou restabelecimento a Maguito e boa sorte. “Vou colocar meu mandato de senador à disposição, assim como fiz com Iris Rezende (MDB)”, pontua.

Não votos

Maguito Vilela foi eleito com 277.497 votos (52,60% votos válidos), enquanto Vanderlan obteve 250.036 votos (47,40%). A abstenção na capital atingiu 36,70%, índice recorde nas eleições para prefeito. Somado aos
brancos (26.193) e nulos (60.546) chega a 443.688 não votos.

O emedebista vence nas urnas mesmo acometido pela Covid-19, que o deixou internado durante boa parte do primeiro turno e pela integralidade do segundo. Segundo boletim médico divulgado neste domingo, Maguito segue traqueostomizado, sedado e conectado a ventilação mecânica
com parâmetros satisfatórios de oxigenação.

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