Vanderlan acerta aliança com PMDB em Aparecida, mas Goiânia segue “em aberto”

Ex-governadoriável se reuniu com Maguito e confirmou que aceita até vice. Já na capital, é contundente: “Não vou tolerar imposições. PSB deve ser tratado de igual para igual”

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Presidente do PSB em Goiás, Vanderlan Cardoso garante que não aceitará imposição de legendas na coligação para eleições na capital | Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção

As negociações para coligações em 2016 e 2018 seguem, e algumas decisões de parcerias chegam mais perto. Presidente do PSB em Goiás, Vanderlan Cardoso se reuniu na última quarta-feira (18) com o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, peemedebista ativo. De acordo com Vanderlan, negociações em Aparecida seguiram bem, mas quanto a Goiânia nada foi acertado.

O ex-prefeito de Senador Canedo disse em entrevista ao Jornal Opção Online nesta quinta-feira (19/3), que o PSB preza muito por uma aliança em Aparecida, e aceita tranquilamente o cargo de vice, ou até apoio para uma boa coligação de vereadores.

De acordo com ele, Maguito ainda não tem candidato — entretanto, o secretário de Governo, Euler de Morais, é tido como o nome certo do prefeito. Vanderlan explica que pediu para que o peemedebista insira o PSB nas decisões relacionadas às eleições de 2016. Lembrando do vereador João Antônio, Vanderlan garante que o PSB tem bons nomes na cidade.

Conforme assegurou o líder do PSB, o cenário de Aparecida e da capital são diferentes. Na conversa com Maguito, o político sustenta que não houve proposta para Goiânia. “Existem várias cidades do interior que o PSB quer estar junto com o PMDB. Cada município é uma discussão. Em Goiânia é outra.”

Candidato derrotado no último pleito ao governo de Goiás (pela segunda vez), Vanderlan tem se articulado ferrenhamente, sendo que se reuniu na última semana com o vice-governador, José Eliton (PP).

“Conversar com legenda que já escolheu candidato não é composição, é imposição”

Em entrevista, o ex-prefeito também frisou que não vai aceitar, de jeito nenhum, imposição dos partidos com os quais têm negociado. “Não vou sentar em uma mesa se o partido já decidiu o nome majoritário.” Ele, que tem conversado tanto com a base quanto com a oposição, não admitiu quem foi o impositor; disse que ainda não houve por parte de ninguém.

Sabe-se que o nome de Jayme Rincón para a Prefeitura de Goiânia tem sido dito como algo certo. No PMDB, o nome de Iris é levantado. Nada, entretanto, é garantido. Com a resposta de Vanderlan, entretanto, sabe-se que o presidente não quer aceitar disputar “migalhas”. “Não adianta sentar, falar que o candidato majoritário está decidido e colocar as outras legendas para disputarem vice. Não vou fazer isso”, garantiu.

Vanderlan relembra as articulações de 2014 com o PMDB. De acordo com ele, as oposições só não se uniram e venceram as eleições porque o PMDB impôs que o candidato cabeça de chapa teria que ser um peemedebista. Conforme líder, a imposição ocorreu logo na primeira reunião, com a justificativa de que a legenda é maior. Não foi colocado, entretanto, o nome de Iris, conforme presidente do PSB.

O PSB quer conversar de igual para igual, sendo os outros partidos maiores ou não. Vanderlan garante que ele não é o único nome de impacto dentro do partido. O político fala o nome do vereador Elias Vaz e de Lúcia Vânia, na esperança de que a senadora vá implementar a legenda. De acordo com ele, a futura-ex-tucana espera resposta para saber se pode sair da sigla sem perder o cargo, e só então divulgará para onde vai.

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