Vamos levar o atendimento do Ipasgo para o interior, afirma presidente do instituto

Hélio Lopes aponta que venda do Hospital do Servidor ao Governo do Estado vai permitir ampliar o atendimento para os segurados

A maioria dos segurados do Ipasgo estão em cidades do interior, enquanto a maior estrutura de atendimento é disponibilizada na Região Metropolitana de Goiânia. Para mudar esse cenário, o atual presidente do Instituto, Hélio Lopes, anunciou um plano de descentralização que envolve a venda do Hospital do Servidor ao Governo do Estado, permitindo que o recurso sejam investidos na implantação de 12 clínicas em cidades-polo no interior goiano.

O plano de descentralização do atendimento aos usuários do Ipasgo, contempla inicialmente a 12 cidades: Jataí, Mineiros, Formosa, Luziânia (ou Valparaíso), São Luís de Montes Belos, Porangatu, Uruaçu, Catalão, Ceres, Itaberaí, Itumbiara e Morrinhos, devem ser os polos contemplados. A expectativa e que com a implantação dessas clínicas o serviços passem a estar próximo de 260 mil beneficiários que estão no interior.

Segundo Hélio Lopes, atualmente a distribuição dos segurados do Ipasgo é de 29% na região de Goiânia e 71% no interior do Estado. “Temos 187 mil usuários na capital. E temos nos outras munícipios algo entorno de 440 mil servidores que contribuem com o Ipasgo e que não tem o mesmo atendimento e prestação de serviço que há na capital”, aponta. “Para se ter uma ideia, nos temos 183 hospital credenciados que prestam serviços para o Ipasgo. Destes, 103 deles estão em Goiânia e os outros 80 espalhados nas cidades do interior. Temos aqui na capital 2.501 leitos contratados para internação, sendo que o hospital do servidor tem capacidade para 210”, completa.

Para colocar o projeto de descentralização e implantação das clínicas em cidades do interior, Hélio Lopes diz contar com a venda do Hospital do Servidor – atualmente usado pelo Estado como Hospital de Campanha para atendimento a pacientes com Covid-19. Segundo o presidente do Ipasgo, no último dia 7 de dezembro o Instituto recebeu um ofício que aponta o desejo da Secretária Estadual de Saúde em assumir de forma permanente a unidade construída pelo Ipasgo.

Segundo Hélio Lopes a venda do Hospital do Servidor ainda precisa passar por inúmeros processos, mas que a unidade teve um custo ao Instituto de R$ 92,7 milhões – em valores já corrigidos. “Vamos aguardar a avaliação da Secretária Estadual de Administração, e assim dar seguimento ao processo”, conta. Ainda segundo o presidente do Ipasgo, a venda do hospital seria interessando não só por viabilizar o investimento em clinicas no interior, mas também porque o instituto não tem dinheiro em caixa para colocar o Hospital do Servidor para funcionar. “Temos hoje um equilíbrio financeiro, mas não há dinheiro em caixa para investir no funcionamento e administração dessa unidade”, relata.

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