Vacinados com reforço variam de 4,5% a 32% nos Estados

Ministério da Saúde recomenda intervalo de 4 meses depois da 2ª dose. Cerca de 40 milhões de pessoas já receberam a aplicação

Especialistas e autoridades sanitárias estão preocupados com a discrepância na aplicação da dose de reforço da vacina contra Covid-19, doença causada pelo coronavírus. Isso porque, o percentual da população vacinada com o reforço varia de 4,6% a 32,9% nos Estados. O local com a taxa de imunizados mais baixa é Roraima. Na ponta contrária, está São Paulo.

No total, 19 unidades da Federação estão abaixo da média nacional de aplicação da chamada “terceira dose”. Atualmente, 19,9% da população já recebeu o reforço da proteção contra a Covid-19.

Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda o intervalo de quatro meses entre a segunda dose e a dose de reforço da imunização contra o coronavírus. Cerca de 40 milhões de pessoas já receberam essa aplicação.

O reforço pode ser aplicado em qualquer pessoa maior de 18 anos que tenha recebido as duas doses, respeitando o prazo mínimo recomendado após a segunda aplicação.

Conforme as orientações emitidas pela Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 (Secovid), o imunobiológico da Pfizer será utilizado como dose de reforço em pessoas vacinadas com os imunizantes Coronavac, AstraZeneca e Pfizer.

A opção por essa vacina levou em consideração o aumento da resposta imunológica no esquema heterólogo. Caso o imunizante da Pfizer esteja em falta, os imunobiológicos da Janssen e AstraZeneca também poderão ser utilizados na dose de reforço.

A infectologista Joana D’arc Gonçalves, mestre em medicina tropical pela Universidade de Brasília (UnB), explica que a dificuldade de acesso, a pressão do movimento antivacina e a logística da campanha, que se desenhou com muitas doses, impactam na adesão.

“Muitas pessoas deixam de fazer a dose de reforço por acreditar que após a infecção têm muitos anticorpos. O que não é verdade. Muita gente tem dificuldade de acesso, com isso a logística fica mais complexa”, salienta.

Veja os Estados que menos aplicaram a dose de reforço:

Roraima: 4,5%
Amapá: 4,6%
Acre: 6%
Pará: 7,3%
Paraná: 8,1%
Maranhão: 9,2%
Tocantins: 9,8%
Mato Grosso: 11,4%
Rondônia: 11,5%
Alagoas: 13%

Menos mortes
Dados da Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA, na sigla em inglês) mostram que pessoas com 50 anos ou mais vacinadas com a dose de reforço contra Covid-19 têm 95% de proteção contra morte após infecção pela variante Ômicron.

Técnicos do Ministério da Saúde estão preocupados com o baixo índice de aplicação da terceira dose. A recomendação é para que aqueles que ainda não se imunizaram procurem os postos de vacinação ou retornem para tomar a segunda dose e a dose de reforço.

Veja o ranking dos Estados que mais aplicaram a dose de reforço:

São Paulo: 32,9%
Mato Grosso do Sul: 29,5%
Rio Grande do Sul: 23,6%
Espírito Santo: 22,5%
Distrito Federal: 21,9%
Minas Gerais: 21,6%
Ceará: 21,5%
Rio Grande do Norte: 21%
Pernambuco: 18,8%
Rio de Janeiro: 17,3%
Sergipe: 16,9%
Piauí: 16,6%
Santa Catarina: 15,7%
Amazonas: 15,2%
Bahia: 14,6%
Goiás: 13,7%
Paraíba: 12%

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