Usuários de maconha podem apresentar maior risco de desenvolverem doenças cardiovasculares

De acordo com pesquisadores, comprovou-se que os índices de mortalidade do grupo eram aproximadamente o dobro, em relação àqueles não expostos à droga

Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou, no mês passado, uma consulta pública para discutir o cultivo da planta de Cannabis sativa no Brasil para fins medicinais e científicos. A maconha, como é conhecida, vem sendo testada no controle de crises convulsivas, glaucoma, dor e no tratamento de doenças neurológicas graves, como a esclerose múltipla e o mal de Parkinson.

Pesquisas revelam, no entanto, que, em formulações com teores mais elevados de tetrahidrocanabinol (THC), um dos principais compostos da Cannabis sativa, observou-se nos usuários um aumento significativo de doenças cardiovasculares. Apesar de os estudos sobre a relação entre ambos ainda serem restritos, acredita-se que a inalação dos componentes tóxicos presentes na maconha pode desencadear complicações cardíacas agudas e crônicas.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Harvard analisou mais de 2000 pacientes com menos de 50 anos e que tiveram infarto do miocárdio. Segundo o estudo, o uso da maconha estava associado a maior mortalidade geral e cardiovascular nessas pessoas.

Dentre as consequências de seu uso estão: espasmo das artérias coronárias, inflamação e aumento da coagulação dos vasos, o que resulta em trombose, elevação dos níveis de pressão arterial e da frequência cardíaca, o que pode resultar em hipertensão arterial e arritmia.

Conforme afirma em seu blog o médico cardiologista Roberto Kalil Filho, os efeitos cardíacos da maconha podem ser exacerbados pelo estilo de vida inadequado dos indivíduos dependentes, como o sedentarismo, ingestão de álcool e o tabagismo. O médico explica que no sistema nervoso central, a maconha pode resultar em episódios de ansiedade, depressão, pânico, psicoses e fobias, fatores que podem ter relação direta com a doença cardiovascular. Por isso, o especialista reitera que deve-se levar em consideração que o uso da maconha, fora da medicina, tem potenciais efeitos prejudiciais à saúde.

 

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