Uso de azitromicina para tratamento de Covid-19 deve ser suspenso após estudo comprovar ineficácia

Segundo os especialistas, testes comprovaram que medicamento não foi eficaz para recuperação dos doentes, não diminuiu o tempo de internação nem teve impacto significativo na redução da mortalidade

Medicamento azitromicina é usado para tratamento de pacientes mais graves diagnosticados com a Covid-19 / Foto: Reprodução

Um estudo brasileiro demonstrou que o uso do antibiótico azitromicina em pacientes mais graves acometidos pelo coronavírus (Covid-19) não é eficaz para sua recuperação. Segundo os especialistas, os testes comprovaram que o medicamento não foi eficaz para recuperação dos doentes, não diminuiu o tempo de internação nem teve impacto significativo na redução da mortalidade.

Conforme mostrado pelo jornal O Globo as conclusões do estudo foram publicadas na revista The Lancet, que é considerada um dos periódicos científicos mais importantes do mundo, na última sexta-feira, 4.

Agora, o assunto deve ser levado à discussão entre os membros da Coalização Covid-19 Brasil. Em entrevista à reportagem, o médico Luciano César Pontes, que é superintendente de Ensino do Hospital Sírio-Libanês e um dos responsáveis pelo estudo, destacou que a discussão será realizada a fim de se modificar a conduta do tratamento dos pacientes acometidos pela doença.

“Recomendamos fortemente que a azitromicina não seja mais usada em pacientes graves, a não ser que esse paciente tenha alguma bactéria associada”, completou.

O especialista ainda considerou que não há qualquer razão para continuidade do uso do medicamento. “O uso indiscriminado pode levar a uma resistência ao remédio e prejudicar o tratamento de outras doenças para as quais essa classe de medicamentos era indicada”, explicou o especialista.

Ainda de acordo com informações do jornal O Globo, o estudo que levou à esta conclusão foi realizado entre os dias 28 de março e 19 de maio e envolveu 447 pacientes de 57 hospitais do Brasil. Todos os envolvidos foram acompanhados por 29 dias. (Com informações da Época / jornal O Globo)

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