Universidades federais goianas podem perder R$ 21,6 milhões em 2021

Montante considera a soma das possíveis perdas da UFG, UFJ e UFCAT

UFG
Reitoria da Universidade Federal de Goiás | Foto: Reprodução

O Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2021 prevê um corte de 18,2% no orçamento das universidades federais de todo o Brasil. Somando as projeções das três instituições localizadas em Goiás, o prejuízo seria de R$ 21,6 milhões no próximo ano. A proposta, que ainda precisa passar pelo Congresso Nacional, foi feita pelo Ministério da economia e confirmada pelo Ministério da Educação (MEC).

Na comparação com o orçamento de 2020, a Universidade Federal de Goiás (UFG) perderia R$ 16,5 milhões.

Para a Universidade Federal de Jataí (UFJ), o corte representaria R$ 2,7 milhões. A Universidade Federal de Catalão (UFCAT), por sua vez, sofreria um impacto de R$ 2,4 milhões. Os números foram divulgados pelo Fórum de Pró-Reitores de Planejamento e Administração das Instituições Federais de Ensino Superior.

“É um número impossível de ser absorvido pelas instituições de ensino superior. Estamos há três anos com um orçamento que permanece o mesmo enquanto nossos contratos são reajustados”, afirma o reitor Edward Madureira Brasil, que é presidente da Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

Edward Madureira também ressalta que as despesas das universidades devem aumentar no próximo ano por causa da pandemia de Covid-19. “Vamos ter que readequar espaços e gastar mais com assistência estudantil”, destaca.

Segundo o presidente do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato), entidade que está divulgando as informações, professor Flávio Alves da Silva, a proposta é mais um ataque do Governo Federal contra a comunidade acadêmica.

“Com esse corte, as universidades não conseguirão cumprir suas finalidades de ensino, pesquisa e extensão. Não podemos deixar que isso aconteça. Vamos iniciar uma grande mobilização para que esse corte não seja efetivado”, garante. (Com informações do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás – Adufg-Sindicato)

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