Universidades federais goianas ainda não se posicionaram sobre passaporte de vacinação

Sindicatos e entidades estudantis aguardam resposta das universidades federais de Goiás sobre exigência da vacina contra Covid-19 para retomada presencial

Três universidades federais de Goiás ainda não se pronunciaram sobre o pedido imediato da implantação do passaporte de vacina dos professores, estudantes e técnicos. A Universidade Federal de Goiás (UFG), a Universidade Federal de Catalão (UFCAT) e também a Universidade Federal de Jataí (UFJ), ainda não se declararam sobre a solicitação de resposta. A medida visa conter o possível avanço de casos de Covid-19 na comunidade acadêmica com a retomada presencial das atividades.  

O ofício foi enviado às três reitorias na última semana e, até o momento, uma resposta oficial não foi devolvida. A solicitação é uma demanda do Diretório Central dos Estudantes (DCE), do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato) e do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativo, o Sint-Ifesgo.  

O segundo semestre letivo deste ano da UFG (2021/2) tem início no dia 6 de dezembro, mas a retomada presencial só deve ocorrer depois de duas semanas após o inicio de janeiro de 2022. Outra questão apontada é que a universidade não teria estrutura física para um retorno 100% presencial, desta forma, deve seguir com modelo híbrido. 

Pressão

Medidas neste sentido já têm sido adotadas em outros estados. Na última sexta-feira, 5, o Conselho Universitário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) aprovou a obrigatoriedade de apresentação do comprovante vacinal para a Covid-19 para a realização de atividades presenciais em todas as unidades da universidade. 

No documento enviado às universidades federais goianas, Adufg-Sindicato, Sint-Ifesgo e DCE ressaltaram a importância da vacinação para o retorno das aulas presenciais. “O descaso com a necessidade de vacinação e a falta de exigência não oferecem segurança para o retorno presencial das aulas, podendo levar a resultados desastrosos, como surtos de contaminação e óbitos”, é escrito no texto.

De acordo com o presidente do Adufg, professor Flávio Alves da Silva, as três entidades que assinaram o ofício ainda aguardam uma posição oficial das universidades. No entanto, segundo ele, caso as instituições não respondam, outras medidas serão tomadas no sentido de garantir a segurança de toda a comunidade acadêmica. “A vacinação é uma necessidade para o retorno seguro das aulas presenciais. É preciso que se estabeleça uma normativa interna que torne a imunização obrigatória para o acesso e permanência nas dependências das universidades”, destaca.

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