Durante conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, presidente afirmou que “não tem como evitar” mortes causadas pelo novo coronavírus e criticou volta do kirchnerismo na Argentina

O presidente Jair Bolsonaro. Foto: Marcello Casal | Agência Brasil.

Durante conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada nesta quinta-feira, 23, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que “não tem como evitar” mortes causadas pelo novo coronavírus e que a única maneira de não se infectar é viver isolado da sociedade.

Bolsonaro reclamou das pessoas que criticam “qualquer negocinho” feito pelo governo, e citou a Argentina, em referência a críticas feitas contra o ex-presidente Maurício Macri que, na visão dele, levaram ao retorno do kirchnerismo.

“Muita coisa errada vem acontecendo há muito tempo. Não dá para a gente resolver de uma hora para outra. Qualquer negocinho o pessoal costuma criticar e atirar. Argentina estava assim. Voltou agora para o…Está uma maravilha agora a Argentina, né? Está uma boa lá. Uma maravilha” disse presidente.

Após alguém apontar que a Argentina bateu recordes de óbitos pelo coronavírus, Bolsonaro disse que “isso não tem nada a ver” e que “mais cedo ou mais tarde” todos vão pegar o vírus.

“Isso não tem nada a ver. A questão da pandemia não existe como evitar, a não ser ficar isolado em um canto aí. Fora isso, quem está vivendo em sociedade, mais cedo ou mais tarde vai pegar. Não tem como evitar morte no tocante a isso. No Brasil, ninguém morreu, pelo que eu tenho conhecimento, por falta de atendimento médico. Todos os recursos o governo passou para estados e municípios” defendeu Bolsonaro.

“Alguns estão falando que isso vai durar até 2022, imagina? Vai empobrecer todo mundo. Se continuar com essa política que está aí, empobrece todo mundo” continuou no argumento.