União Europeia deve apoiar investigação de crimes de guerra cometidos pela Rússia

Informação foi divulgada nesta terça-feira, 1, pela presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola

A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, informou nesta terça-feira, 1, que a União Europeia (UE) deve apoiar totalmente o Tribunal Penal Internacional nas investigações sobre possíveis crimes de guerra cometidos pela Rússia na invasão militar da Ucrânia. Durante a sessão plenária extraordinária do Parlamento Europeu para discussão sobre o conflito, Metsola afirmou que a UE vai “apoiar a jurisdição do Tribunal de Haia para investigar crimes de guerra na Ucrânia e para responsabilizar o presidente russo, Vladimir Putin e o presidente bielorusso, Alexander Lukashenko”.

No último domingo, 27, o governo ucraniano entrou na justiça contra a Rússia no Tribunal Penal Internacional para que a Corte ordenasse as tropas russas a cessarem fogo. Apesar da Rússia e a Ucrânia não integram formalmente o tribunal, o procurador Karim Khan informou nesta segunda, 28, que a Corte irá apurar sobre as denúncias ucranianas de que o Kremlin, sede do governo russo, é responsável por crimes de guerra e contra a humanidade há anos.

Durante a reunião, a presidente do parlamento disse que a UE está “diante de uma ameaça existencial à Europa que conhecemos”, ao se referir ao ataque iniciado na quinta-feira, 24. Metsola ainda defendeu ainda o ingresso da Ucrânia na UE. “Reconhecemos a perspectiva europeia da Ucrânia e, conforme estabelece nossa resolução e como já disse ao presidente [ucraniano Volodymyr Zelensky], levaremos em conta a solicitação ucraniana de ingresso na União Europeia. Trabalharemos neste sentido porque temos que enfrentar o futuro em conjunto”, defendeu.

União Europeia quer aplicar sanções aos países que apoiam a Rússia

Metsola, durante a reunião, pontuou sobre os esforços da UE em propor restrições ao governo russo e milionários que apoiam Putin. “Primeiramente, a Europa não pode continuar dependendo do gás vendido pela Rússia. Temos que duplicar nossos esforços para diversificar nossas fontes energéticas para garantimos uma sólida segurança energética e não deixarmos a Europa nas mãos de autocratas”.

A principal ajuda à Ucrânia foi o envio de armas e a recusa em receber a aviação russa no território europeu. “Além de disponibilizar armas à Ucrânia, já aplicamos um conjunto de sanções sem precedentes, maciças. Declaramos que a aviação russa e os jatos privados dos oligarcas russos já não são bem-vindos nos países europeus. Fizemos com que a Rússia fosse excluída do sistema Swift. Banimos os instrumentos de propaganda do Kremlin e os cidadãos, organizações, empresas e o mundo dos esportes assumiram uma posição clara e firme, salientando que não manterão relações ou tolerarão um agressor”, destacou Roberta.

Ela ainda frisou a importância de a Europa avançar para uma união, em termos de segurança e defesa, além de lutar contra as “campanhas de desinformação do Kremlin”. “Os oligarcas de Putin, aqueles que o financiam, não devem continuar utilizando seu poder econômico para se esconder em nossas cidades ou clubes esportivos atrás de uma falsa respeitabilidade. Seus iates não devem poder entrar em mais nenhum porto da Europa e não podemos continuar vendendo passaportes [e a cidadania] a amigos de Putin”, pontuou a presidente, além de complementar não acreditar que exista “neutralidade quando estamos em guerra”.

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