De acordo com denúncia da Procuradoria-Geral da República, parlamentar teria recebido R$ 1,6 milhão em propina da empreiteira Queiroz Galvão

Deputado federal Arthur Lira (PP), um dos principais nomes do Centrão. | Foto: Reprodução

A Procuradoria-Geral da República enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira, 5, uma denúncia do deputado federal Arthur Lira (PP-AL), um dos principais líderes do “Centrão”. O tribunal ainda vai analisar se vai receber a denúncia e, caso receba, será aberta uma ação penal e o parlamentar ficará na condição de réu.

Arthur Lira é, atualmente, um dos políticos mais próximos de Jair Bolsonaro. O presidente vem concedendo postos na administração federal para indicados por partidos do bloco chamado de Centrão — que agrega cerca de 200 deputados— e do qual o governo se aproximou.

Lira é acusado de corrupção passiva em investigação da Lava Jato. A investigação apontou que o deputado teria recebido R$ 1,6 milhão em propina da empreiteira Queiroz Galvão. A denúncia da PGR alegou que o dinheiro foi um pagamento pelo apoio do PP na manutenção de Paulo Roberto Costa na diretoria da Petrobras.

Em nota, o advogado defensor de Lira, Pierpaolo Bottini, afirmou que o deputado fez parte de um grupo que assumiu a liderança do PP e afastou Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef do partido. Segundo Bottini, isso motivou “reiteradas tentativas de envolver o parlamentar em ilícitos dos quais não participou”.

Nota da defesa de Arthur Lira na íntegra:

Leia abaixo a íntegra de nota divulgada pelo advogado Pierpaolo Bottini, da defesa do deputado Arthur Lira:

Arthur Lira fez parte de um grupo que assumiu a liderança do PP e afastou Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef do partido. Fato já provado e que explica a inimizade dos colaboradores e suas reiteradas tentativas de envolver o parlamentar em ilícitos dos quais não participou.

O doleiro diz que Arthur Lira recebeu indevidos valores por meio de um operador chamado Ceará, mas esse último – também colaborador – desmente tal versão em dois depoimentos. O próprio STF reconheceu as inverdades de Youssef em outros depoimentos contra Arthur Lira. Fundamentar uma denúncia nas palavras desse doleiro é premiar um ato de vingança contra alguém que se postou contra suas práticas.

Pierpaolo Bottini