UFG notifica Grupo Coró de Pau para que deixe o DCE no Setor Universitário

Notificação pede para que grupos culturais deixem o local. De acordo com UFG, o DCE não tem estrutura para receber ensaios e shows

Grupo Coró de Pau ensina percussão | Foto: Reprodução

A Universidade Federal de Goiás (UFG) notificou o Grupo Coró de Pau, na noite de quarta-feira, 20, para que suspendesse as atividades da banda na antiga sede do Diretório Central de Estudantes (DCE-UFG), no Setor Universitário, em Goiânia. O grupo tem três dias para deixar o local.

O grupo, através da Associação Coró de Pau ocupa o local desde 2007, quando promoveu, em parceria com a Fundação Internacional de Capoeira Angola (Fica-Go), uma revitalização do espaço, o transformando em um ambiente cultural, onde promove shows.

Os ocupantes alegam que estão no local já que “há anos nenhuma chapa que assumiu a representação estudantil peitou o desafio de gerir o espaço”. Eles afirmam que a UFG tenta há muito tempo retomar a área. E consideram que a notificação foi uma intervenção “de forma abrupta, sem comunicação, ou qualquer proposta de realocação da Associação Coró de Pau, e dos demais projetos e grupos culturais”.

A Associação Coró de Pau quer buscar apoio jurídico da comunidade acadêmica para, segundo eles, sensibilizar a UFG e garantir a presença dos projetos no DCE. Eles afirmam, por meio de nota, que “inúmeras ações junto à própria Universidade, e junto ao Ministério Público de Goiás, para que o local seja transformado definitivamente em um centro cultural público e acessível, como tem sido nestes anos de ocupação”.

O espaço é ocupado pela Associação Coró de Pau, Fundação Internacional de Capoeira Angola (FICA GO), Projeto Desencuca, Associação Amigos do Samba, blocos Pracatá e Caçador, Coletivo Muié do Riso, professora de dança afro Juliana Jardel, coletivo de baterias universitárias, entre outros projetos culturais.

UFG

A Universidade Federal de Goiás informa por meio de nota que fez a notificação a partir de questionamentos do Ministério Público e após reclamações e denúncias de moradores da região. A instituição já havia feito notificação formal ao grupo em abril e em novembro. Segundo a nota, o local não possui estrutura para comportar os ensaios e os eventos no local, já que não há isolamento acústico.

A nota finaliza dizendo que a instituição “reafirma seu compromisso com as atividades culturais promovidas nas dependências da UFG, que são de fundamental importância para o desenvolvimento de uma universidade plural, viva e acolhedora”.

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