UFG nega caráter de propaganda político-partidária em curso sobre “golpe de 2016”

Reitor Edward Madureira diz que a disciplina foi criada apenas para discutir o assunto

Professor Edward Madureira Brasil, reitor da UFG | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

O professor Edward Madureira, atual reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), negou que a disciplina sobre o “golpe de 2016” tenha caráter de propaganda político-partidária. “A Universidade não é partidária e a matéria não é partidária”, garantiu em entrevista ao Jornal Opção.

Esta semana, o Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal (MPF) em Goiás abriu investigação para apurar a oferta do curso de extensão. A representação sustenta que o curso não tem caráter acadêmico ou de difusão do conhecimento, mas sim de propaganda político-partidária realizada com a utilização de bens públicos e custeada pelo erário, em prol do Partido dos Trabalhadores (PT).

De acordo com Edward, a disciplina foi criada apenas para discutir o assunto, já que a posição da universidade é a de respeitar a liberdade acadêmica. Segundo ele, que ainda não se inteirou completamente da investigação, tudo que for solicitado pelo MPF será prontamente atendido.

De acordo com o procurador da República Raphael Perissé Rodrigues Barbosa, responsável pela apuração, a própria nomenclatura emprestada à disciplina, “Golpe de 2016”, já parece demonstrar o prisma pelo qual esse grave momento da história recente do país será apresentado aos discentes.

No mais, não está afastada a possibilidade de que equipamentos e recursos públicos estejam sendo empregados para a disseminação de determinada visão política do evento, o que pode, em tese, constituir ato de improbidade administrativa.

Como primeiras medidas, o MPF requisitou à reitoria vários documentos e imagens. A UFG tem o prazo de dez dias úteis para fornecer as informações.

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