UFG lança plataforma de monitoramento do desmatamento no Cerrado

Ferramenta é gratuita e acessível pela internet para toda população e pode ser usada para gestão ambiental em âmbito federal, estadual e municipal

Equipes da Semad, com apoio de forças policiais do Estado, durante atuação para conter o desmatamento ilegal de áreas nativas de Cerrado no município de Cavalcante | Foto Divulgação

A Universidade Federal de Goiás (UFG) lança nesta quarta-feira, 14, a plataforma Cerrado Deforestation Polygon Assessment Tool (DPAT). Criada pelo Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (Lapig/UFG), o portal, que será inaugurado às 10h, mostra dados de desmatamentos de todo o Cerrado desde o ano 2000.

Com acesso gratuito e livre para toda população, os dados poderão ser acessados para que se tenha informações sobre o desmatamento e a superfície de susceptibilidade ao desmatamento nos 1.386 municípios brasileiros que possuem o bioma.

Os dados poderão ser utilizads por órgãos federais, estaduais e municipais para gestão ambiental. “Baseado nas informações disponibilizadas por meio desta plataforma será possível saber as regiões do bioma em condição de maior vulnerabilidade socioambiental”, pontuou o coordenador da plataforma e pró-reitor de Pós-Graduação da UFG, Laerte Guimarães.

Ele explica que a ferramenta possui informações sobre quase dois milhões de polígonos de desmatamentos, possibilitando saber detalhes do processo de degradação ambiental.

“A Cerrado DAPT consegue determinar, por exemplo, qual a distância de um determinado ponto de desmatamento de uma unidade de conservação, território quilombola ou reserva indígena, bem como saber se este desmatamento aconteceu em área de proteção permanente ou reserva legal, em cada uma das 843.020 propriedades rurais existentes no bioma Cerrado”, ressaltou.

A ferramenta, além de fazer uma avaliação qualitativa dos dados do projeto do Inpe que realiza o monitoramento por satélites do desmatamento por corte raso na Amazônia Legal (Prodes) e Deter, programas do Inpe, ainda demonstra diversos procedimentos, análises estatísticas e identificações para determinar a qualidade do dado coletado.

O projeto é resultado do Programa de Investimento Florestal (FIP) implementado em 2016 no Brasil no âmbito do Plano de Investimento Brasileiro, gerido pelo Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird/Banco Mundial) e financiado pelo Fundo Estratégico do Clima.

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