UFG e 53 outras universidades federais irão retomar aulas por meio remoto

De acordo com Andifes, todas as federais devem retomar ano letivo até setembro

Coletiva da Andifes nesta quinta-feira, 20 | Foto: Reprodução

Em coletiva nesta quinta-feira, 20, com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), foi anunciado o retorno do ano letivo de maneira remota em 54 das 69 universidades federais brasileiras.

De acordo com a reitora Joana Angélica (UFSB), algumas já retornaram e outras estão com data marcada de retomada. “A grande maioria iniciou em agosto. As demais, até o final deste mês e início setembro estarão em pleno funcionamento”, afirmou.

Segundo o reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG) e presidente da Andifes, Edward Madureira, como é impossível prever quando a pandemia irá terminar, mesmo depois das vacinas, por isso todas as providências estão sendo tomadas pelas gestões das universidades para fornecer os meios de levar o ensino remoto aos seus alunos.

“Há um esforço muito grande das universidade de alcançar a todos os estudantes e sabendo que se, não chegar a todos, vai procurar alguma maneira de alcançar esses”, garantiu.

“Esse retorno acontece dentro da programação de cada universidade. A coletividade é claro que é fundamental. Nessa semana o MEC disponibilizou pacote de dados para famílias com renda per capita até meio salário mínimo, isso ajuda. Mas as universidades também estão se adequando para providenciar os equipamentos. Estão definindo também quais plataformas serão utilizadas”, informou.

As aulas essencialmente práticas, no entanto, foram excluídas dos programas letivos durante o período de ensino remoto. “Muitos conteúdos são impossíveis de serem administradas sem ser presencialmente. A programação do ano letivo é administrar essas disciplinas em um outro momento. Será deixado de ser ofertado esse conteúdo, será feito de forma oportuna quando tivermos condições de fazer isso presencialmente”, esclareceu Edward.

Sobre a decisão ter sido tomada já no segundo semestre, Edward avaliou que este foi o momento apropriado para a retomada. “Não vejo que a decisão [de retorno remoto] tenha sido tardia, pelo contexto. As universidades, desde março, se ocuparam com manejo de atividades administrativas e enfrentamento da pandemia. A forma remota traria menos prejuízo. Foi todo um diagnóstico, preparação e retorno com preocupação a qualidade, isonomia (de cada 4 estudantes, 3 são de baixa renda, sendo que 1 é de baixíssima renda). Nosso compromisso é fazer todo um esforço para atingir a todos os estudantes.”

Aulas presenciais

O reitor e presidente da Andifes também acrescentou que, até o momento, nenhuma das universidades federais planejam uma retomada presencial. “Todas decidiram pelo retorno remoto, nenhuma com previsão de retorno presencial por absoluta prudência. Desconheço qualquer universidade que esteja pensando em voltar presencialmente”, disse.

O Ministério da Educação (MEC) anunciou nos últimos dias também a disponibilização de pacote de dados para universitários de famílias carentes com renda per capita de meio salário mínimo. Para o reitor, a medida é boa, mas não resolve o problema geral.

“O auxílio não é suficiente e se propôs a atender a faixa de estudante de famílias com renda per capita até meio salário mínimo. A faixa de renda acima dessa também foi muito afetada. As universidades vão precisar de esforço extra para viabilizar a conectividade. Vemos como positiva, importantíssima, mas temos consciência de que não resolverá todos os nossos problemas”, afirmou.

Quanto às férias, ele esclareceu que o calendário acadêmico sofrerá adaptações e possivelmente as férias podem ser reduzidas.

UFG

O retorno das aulas por meio remoto na UFG havia sido acertado ainda em julho, quando o Conselho Universitário aprovou a retomada do semestre letivo para o dia 31 de agosto. À época, o reitor havia afirmado que o retorno presencial só ocorreria quando houvesse condições absolutamente seguras para isso.

“Enquanto não é possível (retorno presencial), não seria justo com mais de 20 mil estudantes, que precisam dar continuidade à sua vida”, disse Edward. As aulas do primeiro semestre deste ano tem previsão de serem finalizadas no dia 22 de janeiro de 2021. O segundo semestre será retomado em fevereiro do ano que vem.

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