UFG alega autonomia e defende curso sobre “golpe de 2016” após ação do MPF

Reitor da universidade garante que abordagem sobre o assunto promovido por uma disciplina específica “faz parte da construção do conhecimento”

Após o Ministério Público Federal em Goiás impetrar Ação Civil Pública (ACP) para que a Universidade Federal de Goiás (UFG) suspenda de imediato as atividades do curso de extensão “O golpe de 2016 e a universidade pública brasileira”, o reitor Edward Madureira saiu em defesa do curso e alegou que a instituição possui autonomia para discutir o tema.

“Entendemos que a UFG discute este tipo de tema o tempo todo, pois o nosso papel é sempre o de garantir a pluralidade das ideias e a diversidade do pensamento. Isso faz parte da academia e da construção do conhecimento”, explicou o reitor em entrevista ao Jornal Opção.

Na ACP, além da suspensão das atividades, o MPF também requer que a universidade inclua e represente as diversas correntes de pensamento, alterando, inclusive, o título, caso opte pela realização de eventuais cursos futuros sobre o impeachment ocorrido em 2016.

Para o MPF em Goiás, as aulas que vêm sendo ministradas na universidade “possuem caráter político-partidário realizado com a utilização de bens públicos e custeada pelo erário, em prol do Partido dos Trabalhadores (PT)”.

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