Trump ao Irã: Façam um acordo ou a destruição será pior
29 janeiro 2026 às 19h04

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O governo iraniano sinalizou uma postura rígida frente às recentes exigências de Washington. Segundo informações do Wall Street Journal, uma alta autoridade de Teerã reiterou que o país não abrirá mão dos pilares estratégicos: o enriquecimento de urânio para fins civis e a manutenção do seu arsenal de mísseis, classificado pelo governo como essencial para a defesa nacional.
De acordo com o jornal The New York Times, as conversas lideradas pelos Estados Unidos estão condicionadas a três pontos fundamentais, considerados inegociáveis pela Casa Branca:
- Fim do programa nuclear: encerramento permanente de toda e qualquer atividade de enriquecimento de urânio no Irã. Apesar das alegações anteriores de Trump de que o programa nuclear do Irã foi destruído, o regime iraniano está reconstruindo instalações subterrâneas profundas.
- Restrições Bélicas: imposição de limites estritos ao alcance e à quantidade de mísseis balísticos produzidos pelo país.
- Influência Regional: O encerramento definitivo de todo apoio financeiro e militar a grupos paramilitares no Oriente Médio como o Hamas, Hezbollá e Houthis
O Irã recusa se submeter às exigências de Trump, às ameaças e à pressão militar, alega que negociações não se dão diante de coerção e imposição.
Diante da negativa e do fracasso das negociações, o presidente dos EUA avalia planos para um amplo ataque militar. Uma das estratégias que Trump considera colocar em prática envolve ataques de precisão contra comandantes e instituições avaliadas como responsáveis pela morte de milhares de manifestantes.
Assim, segundo a lógica dos americanos, os protestos ganhariam forças o bastante para tomar o controle de prédios estatais, mas especialistas alegam que os ataques aéreos não são suficientes para derrubar o governo dos aiatolás e que será preciso colocar as tropas nos front de guerra. Somente uma combinação de pressão interna e externa poderá mudar a direção política do Irã.

