Três homens são presos por assassinato de duas jovens na região Noroeste

Delegado negou a existência de um novo serial killer na capital, boato que vem sendo difundido com os recentes casos de feminicídio 

Crime ocorreu na última semana | Foto: André Saddi

A Polícia Civil apresentou, nesta segunda-feira (26/12), três suspeitos pelo assassinato de Daniela Silva Gomes e Fabiana Brás Conceição, de 19 e 21 anos. O crime ocorreu na última quarta-feira (21) na Vila Regina, região Noroeste da capital.

Segundo as investigações da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), Renato Fabrício Santos Pereira, Vítor Silva Parente e Bartolomeu Marinho de Souza planejaram a morte das duas como uma emboscada, motivados pela disputa por pontos de tráfico de drogas.

As vítimas eram suspeitas de vender substâncias ilegais. Daniela e Fabiana moravam na região há pouco mais de duas semanas e foram vistas oferecendo drogas no bairro. A polícia encontrou porções de crack na casa das jovens.

O suspeito de ter atirado nas mulheres, Renato Fabrício, confessou o crime. Ele afirmou aos policiais que teria reagido a uma tentativa de assassinato ocorrida momentos antes no Bairro São Francisco.

O delegado responsável pelo caso, Douglas Pedrosa, afirmou que quem teria emprestado o celular para Renato armar a emboscada era Bartolomeu. Vítor teria dirigido o carro utilizado no crime. “As duas encontraram Renato e Vítor no local combinado, tentaram fugir quando perceberam que se tratava de uma armação, mas acabaram sendo perseguidas e atingidas por 14 tiros”, explicou Pedrosa.

Os três suspeitos participam, de acordo com as investigações, de uma associação criminosa que atua na região do Terminal Padre Pelágio e possuem diversas passagens pela polícia por crimes como furto, roubo, receptação, tráfico de drogas, tentativa de homicídio, ameaças e lesão corporal de natureza grava. Agora, eles vão responder por homicídio duplamente qualificado — por motivo torpe sem chance de defesa — e podem ficar presos por até 30 anos.

Feminicídios

Douglas Pedrosa aproveitou a entrevista para negar a existência de um novo assassino em série em Goiânia, boato que vem sendo difundido na cidade. Segundo ele, o aumento do número de mulheres mortas é motivado pelo aumento de participação feminina nos crimes.

“Cada vez mais, elas são cooptadas por maridos, namorados e amantes para prática de crimes. As mulheres participam de forma ativa no planejamento de mortes e do tráfico”, destacou. “Somente no mês de dezembro a polícia contabilizou três mortes de mulheres por este motivo”, finalizou.

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