TRE determina impugnação da coligação de Tormin em Luziânia

Problema no registro da ata levou Juíza a acatar parcialmente ação do Ministério Público Eleitoral, considerando irregular a DRAP da chapa “Luziânia no Caminho Certo”

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Cristóvão Tormin (PSD) é candidato à reeleição em Luziânia | Foto: Divulgação / Facebook

O prefeito de Luziânia e candidato a reeleição, Cristóvão Tormin (PSD) teve a coligação impugnada pela Justiça Eleitoral por fraude no registro da ata da convenção do partido.

A decisão da Juíza Eleitoral Flávia Nagato, da última segunda-feira (12/9), acatou parcialmente questionamentos da coligação “Luziânia da Verdade”, do candidato Marcelo Melo (PSDB), e de ação do Ministério Público Eleitoral, reconhecendo irregularidades no Demonstrativo De Regularidade De Atos Partidários (DRAP) da Coligação “Luziânia no Caminho Certo”.

Segundo entendimento, a ata teria sido modificada, com a inserção de escritos no dia 9 de agosto, cinco dias após a convenção partidária. O candidato a reeleição, juntamente com o membro do PMN, Marcelo Caixeta e o o advogado Dr. Leon Gaspar, foram ao fórum eleitoral por volta das 18 horas do dia 9 para fazer o registro da ata, mas uma funcionária do órgão não recebeu o documento porque o prazo já havia expirado.

Porém, o candidato e presidente municipal do PSD, Cristóvão Tormin, foi visto em uma sala do fórum, escrevendo na ata, que “foi encontrada” no dia seguinte em meio a outros documentos no Cartório Eleitoral. Um servidor da Justiça Federal disse em depoimento à Justiça que viu o atual prefeito e candidato à reeleição alterando os documentos. A defesa de Tormin alega que não houve alteração e o candidato estava apenas revisando o conteúdo dos papéis.

Outra irregularidade considerada pela juíza foi a incongruência entre duas assinaturas da secretária da convenção do partido, Gleide de Sá Ribeiro, no teor da ata da convenção. Também em depoimento, Ribeiro chegou a afirmar que assinou a ata apenas uma vez, corroborando para a tese de fraude na assinatura.

Ao Jornal Opção, o representante do escritório de advocacia Hyulley Machado, que faz a defesa de Tormin, disse que já interpôs recurso nesta terça-feira (13/9) e tem “plena confiança de que as acusações serão provadas falsas”.

“O questionamento de que o candidato Tormin teria alterado a ata já foi provado equivocado, inclusive com um vídeo que está nos autos do processo e que prova que isso não ocorreu. Quanto às assinaturas, não é possível alegar que existe uma divergência apenas a olho nu, sem o embasamento de uma perícia grafotécnica ou um laudo que comprove irregularidade”.

Segundo a defesa da chapa “Luziânia da Verdade”, o vídeo citado foi feito pela própria chapa do candidato Marcelo Melo (PSDB) e, ao contrário do que diz a chapa de Tormin, a gravação provaria que os documentos foram fraudados.

De qualquer maneira, em decisão, a juíza desconsiderou a gravação por considerar mais importante o depoimento do servidor que diz ter visto a ata sendo fraudada.

Um assessor da campanha de Cristóvão Tormin afirmou ao Jornal Opção que o prefeito tem convicção de que a situação será resolvida de maneira rápida e confirmou que a campanha continua normalmente.

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