Transporte coletivo vai ficar 4 anos sem reajuste na tarifa, lembra Caiado

Até dezembro, garante o governador, não haverá aumento de valor para os usuários de ônibus da região metropolitana

Caiado discursa diante de autoridades da região metropolitana: “Estamos dando um subsídio de R$ 2,96 para os usuários neste momento difícil” | Foto: Divulgação

Ao final deste ano, o transporte coletivo completará quatro anos sem reajuste na tarifa. A informação foi ressaltada pelo governador Ronaldo Caiado (UB), ao apresentar o projeto do Bilhete Único na sexta-feira, 1º.

Caiado ressaltou o esforço do governo de Goiás e das prefeituras para manter o preço da passagem congelado em R$ 4,30. Desde abril de 2019 e até dezembro deste ano, no mínimo, a tarifa do transporte coletivo se manterá sem reajuste.

“Estamos fazendo com que, neste momento difícil, os usuários possam ter o preço do transporte coletivo mantido em R$ 4,30. A passagem seria de R$ 7,26, mas estamos dando um subsídio de R$ 2,96, que é um valor importante”, explicou Caiado.

Somente neste ano o poder público vai subsidiar R$ 72 milhões para que o aumento da passagem não seja repassado ao usuário. O governo estadual arcará sozinho com 41% desse custo, enquanto o restante será dividido entre os demais municípios que compõem a região metropolitana.

O presidente da Associação Goiana dos Municípios, Carlão da Fox (PSD), o prefeito de Goianira, falou do esforço de Caiado em liderar a reestruturação do transporte coletivo. “O senhor assumiu uma conta que não era do governo. Está nos ajudando, pagando diretamente pelos municípios. Precisamos agradecer porque essas mudanças são muito importantes”, elogiou.

O Bilhete Único é um dos produtos que compõem os serviços que serão implementados na Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC). Além disso, estão previstos renovação da frota, investimentos em abrigos e terminais, ônibus elétricos no Eixo Anhanguera entre outros.

“São medidas de curto e médio prazos que vão melhorar o transporte”, disse Caiado. Ele ressaltou que, pela primeira vez, o governo goiano assumiu a responsabilidade de liderar um movimento pela melhoria no sistema. “Antes ficava-se num jogo de empurra e quem pagava o pato era o usuário”, afirmou.

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