Suspensão das dívidas e a transferência de recursos federais garantiram a Goiás superávit de R$ 524 milhões

A secretária da Economia, Cristiane Schmidt, apresentou o relatório referente ao ano de 2020 da prestação de contas de Goiás, nesta quarta-feira, em reunião da Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento da Assembleia Legislativa

Durante apresentação do relatório referente ao ano de 2020 da prestação de contas de Goiás, na tarde desta quarta-feira, 14, em reunião da Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento da Assembleia Legislativa, a secretária da Economia, Cristiane Schmidt, mostrou que o resultado foi de superávit orçamentário de R$ 524 milhões pelo segundo ano consecutivo, comparado com o ano de 2019, referente a um aumento de 0,28%.

De acordo com a secretária, os repasses à educação e à saúde foram pagos com a porcentagem de 25,11% e 12,71%, respectivamente. Porém, o déficit previdenciário foi de R$ 3,57 bilhões. Por conta da pandemia, “as transferências de recursos federais foram fundamentais para garantir o bom funcionamento do estado em 2020 e o pagamento da folha em dia”, destacou. Valor total das transferências da União para Goiás foi de R$ 1,88 bilhões.

Cristiane Schmidt revelou que Goiás fechou o ano passado com redução de 90% na dívida de curto prazo, incluindo o programa bolsa universitária. Segundo o relatório, houve redução dos restos a pagar relativos à folha de pagamento gasto com o pessoal. No entanto, mesmo com a redução das despesas do pessoal do executivo, a folha continua acima do limite prudencial e a aparente redução em 2020 refere-se aos salários atrasados de 2018, que foram pagos em 2019.

Outro ponto destacado pela secretária, foram as reformas estruturais aprovadas, como a reforma da previdência, que reduziu a taxa de crescimento da despesa total do Tesouro com a previdência. Entretanto, esta ainda representa um grande peso às contas do Estado. Em 2020, sem reforma teria sido R$ 5,25 bilhões. “Tivemos uma economia de R$ 330 milhões e podemos investir em todo o estado.” A contribuição dos servidores ativos e inativos/ pensionistas é igual a R$ 1,4 bilhões. Destes, apenas 22% das receitas da previdência enquanto o Tesouro arca com R$ 5 bilhões, cerca de 78%.

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