Transexual “crucificada” na Parada Gay de SP é espancada por cinco homens

Viviany Beleboni denuncia ter sido alvo de agressão enquanto caminhava por rua do centro da capital paulista

Imagens de Vivinay com o rosto desfigurado depois de agressão | Reprodução / Arquivo pessoal

Imagens de Viviany com o rosto desfigurado depois de agressão | Reprodução / Arquivo pessoal

Conhecida por representar a crucificação de Cristo na Parada LGBT de 2015 de São Paulo, a modelo transexual Viviany Beleboni, 27, denunciou ter sido espancada por cinco homens na tarde da última segunda-feira (11/7) em uma rua do centro de São Paulo.

Segundo reportagem do portal UOL Notícias, em vídeo compartilhado de maneira privada, Viviany aparece com o rosto machucado e afirma, com dificuldade, ter quebrado os dentes. Segundo o relato, ela saiu de casa para ir ao supermercado e foi perseguida pelos agressores, que a ofenderam e espancaram.

Pelo Facebook, ela se pronunciou ainda na noite de segunda-feira, dizendo que não iria postar fotos ou vídeos do ocorrido. “Mais uma vez o que eu não queria que acontecesse com qualquer LGBTS acontece comigo só peço orações… pra que melhores logo… nada de fotos e nem vídeos dessa vez apenas que orem e mandem energias positivas”

Não é a primeira vez que Viviny é vítima de agressão. Em 2015, ela chegou a registrar boletim de ocorrência depois de ter sido ferida no rosto e nas mãos por um agressor enquanto andava pelas ruas do centro de São Paulo.

Em mensagem enviada por meio de assessoria, ao portal UOL, a modelo relata que “a todo momento falavam que eu era um demônio que essa raça tinha que morrer. Recitavam passagens da Bíblia ou que diziam alguma coisa relacionada a Bíblia. Falavam em Romanos e coisas como ‘não te deitarás com um homem, como se fosse mulher’ e muitas palavras que não entendia, como se fosse em outro idioma. Eles diziam também ‘traveco vira homem’, ‘praga da humanidade’. Ofensas e Chutes. Quero esquecer”, disse.

Segundo Viviany, os agressores só pararam quando duas outras pessoas chegaram e começaram a gritar. Ela foi levada para uma clínica particular, onde recebeu os primeiros socorros e os agressores fugiram.

A modelo e ficou conhecida depois de ter sido “crucificada” durante a 19ª Parada do Orgulho LGBT, de 2015, o que causou polêmica e muito debate nas redes sociais. A encenação era justamente um protesto contra a violência contra LGBTs.

Na Parada Gay deste ano, a modelo voltou a utilizar a visibilidade do evento para protestar, desta vez questionando a atuação da bancada evangélica no Congresso Nacional.

2 respostas para “Transexual “crucificada” na Parada Gay de SP é espancada por cinco homens”

  1. Avatar Diego Aurelio disse:

    Sempre inventando algo para se aparecer..

  2. Avatar Rafaela Moraes disse:

    Isso não foi agressão, foi montagem; afinal ela se recusou a ir a um hospital e se recusou a fazer boletim de ocorrencia. Me desculpem, não caio nessa lorota não. Se houve agressão, ela denunciaria imediatamente; isso tem jeito de falsa ocorrencia

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