Transações da Associação Filhos do Pai Eterno são contabilizadas e para investimentos, dizem advogados

Entidade, gerida pelo padre Robson de Oliveira Pereira, foi alvo de busca e apreensão nesta sexta-feira, 21

Klaus Marques, Pedro Paulo de Medeiros e Luis Inácio Medeiros, advogados de Padre Robson durante entrevista coletiva | Foto: Eduardo Pinheiro / Jornal Opção

Os advogados da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) afirmam que as transações captadas pelo Ministério Público em investigação sobre supostos crimes de apropriação indébita, sonegação fiscal e falsidade ideológicas foram todas contabilizadas. A entidade, gerida pelo padre Robson de Oliveira Pereira, foi alvo de busca e apreensão nesta sexta-feira, 21.

Os defensores ainda sustentam que a entidade foi criada para a evangelização. Por isso, o padre Robson investiu na compra de rádio e na montagem da TV Pai Eterno. Diante disso, foi preciso fazer investimentos e aplicar recursos, que teriam melhores rendimentos do que os pagos por bancos.

Segundo aponta Klaus Marques, um dos advogados da entidade, os investimentos em diversos patrimônios, como fazenda de criação de gados, necessitavam de abertura de filiais da entidade com novo CNPJ, mas que a entidade é uma só: a Associação Filhos do Pai Eterno, com filiais para ter resultados de investimento melhores que os bancários.

“Investimentos não foram exclusivamente bancários, mas em atividades. Quando a Afipe adquiria uma fazenda para criar gado e dali tirar lucro para gerir suas atividades, o que é completamente lícito, e dentro do que seu estatuto determina e autoriza, tinha que abrir uma filial”, explica Klaus.

“Todos os negócios estão contabilizados, serão demonstrados e já são de conhecimento do Ministério Público”, continua. “São negócios que existem e todo seu rendimento é aplicado nas atividades fins da Afipe, que tem diversas atividades fins”, aponta.

TV Pai Eterno

Sobre a compra da TV Pai Eterno, o advogados apontam que a transação foi realizada de maneira lícita e contabilizada. Para a montagem da TV, a Associação comprou a TV RCI, com valores em dinheiro e também alguns bens imobiliários em nome da entidade. A partir daí, os antigos donos da emissora compraram a rede de postos citada pelo Ministério Público.

“Os donos dessa TV aceitaram receber boa parte em imóveis. A Afipe transferiu por um contrato assinado com firma reconhecida, registrado na sua contabilidade, e transferiu para os donos da TV, que resolveram aplicar seus recursos na rede de postos de combustíveis. Não é Afipe que é sócio da rede são os ex-donos da emissora”, diz Klaus.

Segundo aponta investigação do Ministério Público, as transações com Douglas Reis, sócio do Posto Kurujão e da KD Administradora de Bens, realizou “inúmeras transações imobiliárias” com a Associação gerida pelo padre Robson e recebeu pagamento dezenas de imóveis de
propriedade da entidade. “[Todas] as transações foram evidentes os
prejuízos suportados pelas associações”, aponta o Ministério Público.

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