Tragédia das chuvas: em balanço inicial, já são 35 as vítimas em Petrópolis

Em seis horas, choveu na região o equivalente à precipitação do mês inteiro. Número de mortos, infelizmente, pode subir muito mais

Bombeiro guia cão farejador em busca de pessoas soterradas em área de deslizamento, em Petrópolis (RJ) | Foto: Silvia Izquierdo/AP

Ainda que em escala menor no número de mortes, a região serrana do Rio de Janeiro voltou a viver, nesta terça-feira, 15, os horrores de janeiro de 2011, quando chuvas intensas deixaram mais de 900 mortos. É, até hoje, o desastre natural com mais vítimas da história do País.

No balanço do Corpo de Bombeiros, já são 35 as pessoas que perderam a vida com a tempestade desta terça-feira, 16, em Petrópolis (RJ). Foram registrados pelo menos 80 deslizamentos. Ao menos 80 casas foram atingidas no forte temporal – a maioria na área de encostas.

A prefeitura do município decretou estado de calamidade pública. A forte chuva ocasionou quedas de barreiras, inundações e alagamentos em diversos pontos da cidade. A previsão é de que mais vítimas sejam localizadas ao longo do dia. Moradores relatam desaparecimento de familiares, mas os bombeiros ainda não têm uma estimativa de quantas pessoas estariam nesta situação.

A região do Morro da Oficina deve concentrar o maior número de vítima. Até o momento, foram contabilizadas 207 ocorrências, das quais 171 foram por deslizamentos.

Um dia após as fortes chuvas, o cenário na cidade é de destruição: carros amontoados – alguns em cima de postes –, casas e comércios destruídas, famílias procurando por parentes com uso de pás e enxadas.

A Rua Teresa, conhecido polo de moda de Petrópolis, foi bastante afetada. A via amanheceu com acúmulo de lama, com carros que foram arrastados pelas águas e troncos caídos.

“Cena de guerra”
O governador do Rio, Claudio Castro (PL), visitou a cidade e, em entrevista ao Bom Dia Rio, da TV Globo, disse que o volume de água nas ruas diminuiu e que 16 pessoas foram resgatadas com vida ao longo da madrugada.

“Ao chegarmos aqui, vimos que a situação é quase de guerra: carro de cabeça para baixo, muito água, muita lama, a água foi baixando ao longo da madrugada. O maquinário chegou nesta madrugada para ajudar no trabalho de abertura e limpeza. Desde ontem estamos combinando o trabalho de reconstrução”, declarou.

Perguntado sobre os recursos que serão empregados para reconstrução de Petrópolis, o governador não definiu valores. “Nesse momento nossa preocupação é resgatar pessoas com vida e pensar em limpeza e normalização.”

Ele comentou ainda que as sirenes de alerta sobre o volume de chuvas funcionaram perfeitamente. “Foram 200 milímetros de chuva em duas horas, o que chama de cabeça d’água, as sirenes funcionaram perfeitamente. A tragédia não foi maior porque as sirenes funcionaram, mas foi uma tragédia de uma hora para outra, uma quantidade de chuva absurda e infelizmente não teve como salvar todas as pessoas”, resumiu Castro.

* Com informações do portal UOL.

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