Trabalho temporário cresce neste fim de ano e especialista dá dicas para quem quer conquistar uma vaga

Em cenário de desemprego, trabalho temporário pode ser uma porta de entrada promissora para emprego permanente segundo especialista em atendimento e gestão

Fernanda Fleury afirma que Nem mesmo o preço supera as expectativas do consumidor para o modo como ele espera ser tratado no comércio | Foto: Divulgação

A Associação Brasileira do Trabalho Temporário (ASSERTTEM) prevê um crescimento de 13,86% em oportunidades de trabalho até dezembro em relação ao ano anterior. Devem surgir neste final de ano mais de 570 mil vagas – aproximadamente uma vaga para cada 21 brasileiros que estão desempregados. 

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que 11,8% dos trabalhadores estavam desempregados no trimestre encerrado em julho, o que significa 12,6 milhões de brasileiros. O número caiu 0,7 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, graças principalmente ao trabalho informal. 

O período de outubro até dezembro representa uma temporada de alta em vagas de empregos temporários, a maior parte deles voltados para o comércio. Dados da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) apontam que 40% dos empresários têm interesse em efetivar trabalhadores temporários. Segundo a especialista em atendimento e gestão Fernanda Fleury, quem quiser permanecer em uma dessas oportunidades conseguidas, necessita de simpatia, atenção e interesse.

Fernanda Fleury afirma: “Nem mesmo o preço supera as expectativas do consumidor para o modo como ele espera ser tratado no comércio”. Suas opiniões são embasadas em números do levantamento de sua empresa de pesquisa de cliente oculto, SPIA Consultoria. Os dados levantados ainda revelam “três pecados capitais” que comprometem o trabalho desses profissionais: não se apresentar para o cliente; não demonstrar interesse pelo o que ele quer; falta de simpatia e até de educação. 

“Na verdade, o que o consumidor de qualquer classe social deseja é ter o seu dinheiro bem empregado. E isso passa por ter uma boa experiência de compra que, na prática, é perceber a atenção com suas necessidades e ver o empenho do vendedor para supri-las e, ainda, ser surpreendido com alguma coisa”, explica a especialista. 

No ranking internacional de qualidade do atendimento ao consumidor Better Business World Wide, o Brasil aparece em décimo quinto dos dezesseis países avaliados, atrás apenas do Japão. A Spia analisou 15 empresas de vários ramos, como de serviços de beleza, loja de roupas, concessionárias, clínicas de saúde e outros, que foram avaliadas e receberam cerca de 120 visitas de clientes ocultos. Os números apontam que a nota do nível de atendimento goiano tem um desempenho em torno de 70%, numa avaliação de 0 a 10.

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