Trabalhadores da UFG, IFG e IF Goiano anunciam greve para 22 de outubro

Categoria é contra medidas anunciadas recentemente pelo governo do presidente Michel Temer

Os trabalhadores técnico-administrativos das instituições federais de ensino superior de Goiás anunciaram greve da categoria para o dia 22 de outubro. A decisão foi tomada em assembleia geral realizada na manhã desta terça-feira (27/9).

Segundo o sindicato da categoria, a proposta dos trabalhadores goianos será encaminhada à Fasubra, federação que organiza a categoria nacionalmente, para que seja analisada em conjunto com as propostas dos outros estados. Até o momento, apenas a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) optou por paralisar suas atividades.

Os trabalhadores da UFG, IFG e IF Goiano são contra medidas anunciadas pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB) que representam, conforme a categoria, “pesados ataques aos direitos trabalhistas, à educação brasileira e aos serviços públicos”.

Dentre os projetos citados, está a PEC 241, que impõe congelamento por 20 anos dos gastos da União. A categoria também é contrária à reforma previdenciária e do Ensino Médio, e ao Projeto de Lei da Câmara (PLC) 54/16, que prevê corte de verbas, congelamento de salários, terceirização e privatização no serviço público.

A categoria, que já havia decidido pelo estado de greve em setembro, aprovou também, nesta terça, a mobilização e participação em um ato nacional no próximo dia 5 de outubro, comandado pelas centrais sindicais. Também está no calendário de atividades de mobilização uma paralisação na próxima quinta-feira (29) com o objetivo de mobilizar toda a a comunidade acadêmica para os possíveis perigos às medidas anunciadas pela União.

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Adalberto De Queiroz

Mais um semestre perdido, entre centenas da história dessa Universidade. É uma lástima. Quem paga o pato é o estudante da Federal. E os dias parados, são debitados aos Docentes?!

Joao Paulo Lima Christichini

Eu sou estudante de uma instituição federal com muito orgulho, já passei pelo o técnico e agora na graduação. Apoio as paralização e posterior greve se haver, e discordo com essa afirmativa que “somente os estudantes pagam o pato”, pois que paga o pato somos todos nós, pois com a atual configuração nos investimentos a educação nunca consiguiremos melhorar a realidade do Brasil. A educação vai de mal a pior, um exemplo é a instituição que eu estudo (IFMT) que teve que fechar uma turma do ensino médio por falta de recursos, 40 vagas a menos. Só reflita e pense… Leia mais

Adalberto De Queiroz

A educação vai de mal a pior, mesmo. 3 erros em 7 linhas, sem dizer que o pensamento está equivocado. A greve neste caso, se ocorrer, será novamente uma ‘arma política’ e não um recurso válido para melhorar nada. Se os professores e coordenadores fizessem menos política partidária (e sindicalismo destruidor), o caminho seria de progresso e melhoria. Os recursos para a “capacitação” (que insistem no Brasil em chamar de Educação!) são suficientes, mas não o bastante para o “cabide de empregos” e a incompetência reinantes.

Ana Laura

Gente, não é greve não. A notícia está com nome errado, é PARALISAÇÃO, apenas isso, vamos demonstrar nosso descontentamento com as medidas que esse governo quer implantar.