Grupo de Marcus Holanda, eleito em uma Convenção feita ainda em julho de 2020 deve assumir o posto nos próximos dias. Porém, atual presidente Eurípedes Júnior diz que vai recorrer

Eurípedes Júnior deve deixar a presidência do Partido Republicano da Ordem Social (PROS) após decisão unânime da 8ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDF). A justiça também declarou nulas todas as decisões de Eurípedes a partir desta terça-feira, 8, às 13h55, data e hora do anúncio do colegiado. Advogado de Eurípedes Júnior, Bruno Pena disse que vai recorrer da decisão. Até lá, Marcus Holanda assume a legenda. Inclusive, as chaves do novo Diretório Nacional do Pros devem ser entregues por Eurípedes nas próximas horas.

Questionada sobre a retirada do presidente Eurípedes Júnior da direção, a defesa dele disse que a decisão “não tem aplicabilidade imediata”. Bruno Pena entende que Marcus Holanda vivenciaria uma situação atípica, de um presidente de partido que sequer está filiado à ele. Por meio de nota, o grupo ligado a Marcus Vinícius Holanda reiterou que ele foi eleito presidente na convenção da sigla e destacou que a justiça, de forma unânime, validou a convenção nacional que aconteceu em julho de 2020. Com base no resultado dela, o Pros passou a ser presidido por Holanda, que foi empossado na mesma data, a contar com uma nova Executiva Nacional e um novo Diretório Nacional, presidido por Marcus Holanda, tendo como vice-presidente Amauri Pinho e como secretário-geral Edmilson Boa Morte.

O advogado de Eurípedes Júnior, no entanto, questiona a legalidade da convenção afirmando também que o relatório sequer foi lido na sessão. “É um processo que ainda não acabou. Vamos tomar todas as medidas necessárias para manter o presidente na sigla”, acrescenta.

Já o grupo de Marcos Holanda celebrou a decisão. Por de meio de nota, diz que a ascensão dele cria a base para um “novo partido” e encerra “uma escalada de desmandos e ilegalidades”. De acordo com a nota do grupo, Eurípedes esteve à frente “de uma gestão partidária patrimonialista e temerária, voltada para interesses pessoais do ex-presidente, que acumula quase uma centena de denúncias que norteiam inquéritos policiais e processos que tramitam em várias instâncias da Justiça, como já é do conhecimento de toda sociedade brasileira e da imprensa, especialmente dos nossos parlamentares, dirigentes e demais filiados”. O texto foi divulgado ao Jornal Opção logo após a decisão proclamada pelo relator da 8ª Turma, Diaulas Ribeiro.