Time diz que contratar goleiro Bruno “faz parte da obrigação social da empresa”

Depois de ser criticado por anunciar condenado por assassinato como seu novo reforço, Boa Esporte diz que seu intuito é “ajudá-lo como ser humano”

Criticado nas redes sociais desde que confirmou a contratação do goleiro Bruno, condenado a 22 anos de prisão pelo assassinato de Eliza Samudio, o Boa Esporte Clube resolveu se manifestar oficialmente. Pelo Facebook, o clube divulgou nota em que diz que o objetivo de admitir o atleta na equipe é “ajudá-lo como ser humano” e “faz parte da obrigação social da empresa”.

No comunicado, o presidente do Boa, Rode Moraes, afirma que todos têm direito a um julgamento justo no Brasil e diz que o time “não foi o responsável pela soltura e liberdade do atleta Bruno”. “Mas o clube e sua equipe, enquanto empresa e representada por seres humanos, dotada de justiça e legalidade, podem dizer que tentam fazer justiça ajudando um ser humano, mais, cumprem a legalidade dando trabalho a quem pretende se recuperar.”

“Aqui não se condena a morte ou prisão perpetua”, acrescenta a nota. Segundo o clube, o objetivo é dar a ele a condição de “restabelecer uma vida em sociedade” e garantir que ele possa trabalhar e “procurar dignidade em sua vida”.

Bruno já foi condenado, em 2013, por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Ele recorreu e, desde então, aguardava julgamento de recurso. A demora da Justiça em analisar o caso foi o argumento da defesa para pedir sua soltura, acatado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello.

Confira a nota do Boa Esporte Clube:

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