Testemunha-chave ajudou na elucidação do assassinato do garoto Danilo

Menor de idade testemunhou o momento em que os dois acusados entraram no matagal com o menino

Os suspeitos Hian Alves e Reginaldo Lima, que estão presos. Foto: Polícia Civil

Uma testemunha-chave presenciou o momento em que Reginaldo Lima, o padrasto, e Hian Alves levaram o garoto Danilo de Sousa Silva, de 7 anos, para um matagal no Setor Santa Rita, em Goiânia. Os dois suspeitos foram presos na tarde desta sexta-feira, 31, pela força-tarefa formada para investigar a morte do menino.

Segundo depoimentos colhidos pela força-tarefa, Danilo estava na casa de um outro garoto quando uma voz adulta, identificada como a de Hian, o teria chamado para fora. Depois, a testemunha, um menor de idade, viu Reginaldo nas proximidades do matagal esperando por Hian e Danilo. Ele estava com um pedaço de madeira de aproximadamente 2 cm de diâmetro por 1 metro, que foi utilizado no crime.

A partir daí, de acordo com o relato colhido pela força-tarefa, eles levaram Danilo para o matagal. O padastro desferiu pauladas contra o menino, que atingiram a cabeça, os ombros e as nádegas. Ele morreu ao aspirar ar e lama, às margens de um córrego.

A testemunha que presenciou parte da dinâmica do crime está sob sigilo e deve receber cuidados de proteção por parte da polícia.

Os laudos com exames de DNA e perícia realizada no corpo ainda não foram entregues à Polícia Civil.

Motivações

O delegado Ernane Cázer, da Delegacia de Investigação de Homicídios, afirma que Reginaldo tinha aversão aos filhos da esposa. Principalmente a Danilo. Inclusive com histórico de conflitos com ele no local de trabalho. Essa aversão teria sido a motivação para o crime.

Assim, ele prometeu a Hian uma moto e um carro para que pudesse trabalhar com reciclagem, caso ajudasse a “eliminar” Danilo. Foi Hian quem levou e segurou o menino para que Reginaldo cometesse o crime. Deste modo, a motivação do rapaz foi financeira.

De acordo com o titular da Delegacia de Investigação de Homicídios, Rilmo Braga, a polícia trabalhou de forma incessante desde o momento em que encontraram o corpo, na última segunda-feira. A forma como foi encontrado já indicava que se tratava de um crime bárbaro de homicídio.

Ele salienta, entretanto, que não houve conotação sexual no crime. “A lesão nas nádegas foram causadas pelas pauladas desferidas, que atingiram os ombros e a cabeça também. Era maldade. Não houve intenção sexual”, reforça.

Rilmo Braga solicitou a prisão preventiva da dupla.

Danilo foi encontrado morto na última segunda-feira, 27, em um lamaçal às margens de um córrego próximo à casa dele. Ele ficou desaparecido por quase uma semana.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.