Termina prazo para Câmara convocar suplente de vereador afastado pela Justiça

Vereador Zander Fábio (PEN) está longe das atividades parlamentares por suspeita de envolvimento em esquema de corrupção na Agetul

Termina nesta quarta-feira (3/1) o prazo para que a Câmara Municipal de Goiânia convoque o suplente do vereador Zander Fábio (PEN) , afastado desde 31 de agosto do mandato por suspeita de envolvimento em esquema de corrupção e desvio de dinheiro instalado na Agência de Turismo e Lazer de Goiânia (Agetul).

Desde que Zander foi afastado, as sessões ordinárias têm sido realizadas com apenas 34 vereadores. Apesar disso, o gabinete continua funcionando normalmente e o vereador continua recebendo salário e benefícios do cargo.

Isso porque a Justiça determinou apenas o afastamento do vereador da atividade parlamentar por 180 dias ou até a conclusão da instrução processual. O prazo de 120 dias para a convocação do suplente, que se expira nesta quarta (3), foi definido em parecer da Procuradoria Jurídica da Casa, acatado pela presidência da Câmara Municipal.

O suplente de Zander Fábio é o ex-vereador Carlos Soares, do PT. A reportagem procurou a Procuradoria Jurídica e a assessoria da Presidência da Câmara, mas ainda não existe posicionamento oficial sobre a convocação.

Na manhã desta quarta-feira (3/1), o parlamentar afastado foi visto circulando pelos corredores da Câmara Municipal.

Operação Multigrana

Zander e outras nove pessoas, entre eles o ex-presidente da Agetul, Dário Paiva, foram denunciadas pelo Ministério Público Estadual de Goiás (MP-GO) à Justiça por participação no esquema de desvios de dinheiro advindos de ingressos dos parques Mutirama e Zoológico.

Investigação da Operação Multigrana, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) apontaram que o esquema operou, pelo menos, de 2014 a 2017, e que, só no período de maio de 2016 a dezembro do mesmo ano, foram desviados mais de R$ 2 milhões.

Com relação ao pedido de suspensão do exercício do mandato parlamentar do vereador Zander Fábio, o juiz de primeiro grau salientou a necessidade da medida, tendo em vista que restou comprovada a utilização do cargo de vereador na legislatura 2013/2016 para a prática das infrações penais que consta na denúncia. “Destaca a denúncia a influência política exercida por Zander na Agência de Turismo e Lazer (Agetul). Narra a exordial que Zander era quem detinha o poder de nomeação e exoneração de cargos comissionados, sendo que Dário, por influência direta de Zander, assumiu a presidência da Agetul”, frisou.

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