“Tentar imaginar que a operação é partidária é teoria da conspiração”, diz Dallagnol em vídeo

Segundo procurador, “Lava Jato, em Curitiba, sofreu um ataque gravíssimo”

Foto: Reprodução

O procurador Deltan Dellagnol gravou um vídeo, nesta tarde de segunda-feira, 10, para rebater as matérias do Intercept Brasil, que acusam a força tarefa de Lava Jato de atuar sob a orientação do juiz Sergio Moro, além de outros pontos. Segundo ele, “a Lava Jato, em Curitiba, sofreu um ataque gravíssimo”.

Segundo ele, que é também coordenador da Lava Jato em Curitiba, as mensagens repassadas ao veículo de comunicação foram feitas por “um criminoso que invadiu telefones celulares, que sequestrou contas de aplicativos de troca de mensagens, que se fez passar por jornalistas e procuradores e nosso receio é que a atividade criminosa avance para falsear e deturpar fatos”.

“Muito natural”

Deltan afirmou que as conversas entre procuradores e advogados com juízes, sem a presença da outra parte, é prática muito natural. “O que se deve verificar é se nessas conversas exibiu conluio ou quebra de imparcialidade”.

Neste ponto, para ele, a imparcialidade na Lava Jato já foi confirmada em muitos casos. “Centenas de pedidos feitos pelo Ministério Público (MP) foram negados. 54 pessoas acusadas pelo MP foram absolvidas pelo juiz federal Sergio Moro. Nós incorremos centenas de vezes contra decisões judiciais”.

Além disso, ele citou que todos os fatos apresentados pela Lava Jato são revisados por três instâncias superiores e por vários julgadores.

Tríplex

Sobre as provas do caso tríplex, Dellagnol afirma que o MP só efetua acusação criminal quando as provas são robustas para não oferecer acusação frágil – esta parte contexto o trecho da matéria do Intercept que aponta temor por parte de Deltan sobre a força das provas contra Lula. “Tanto eram robustas que nove julgadores em três instâncias diferentes concordaram e condenaram o ex-presidente Lula”.

Em outra abordagem, ele afirma que a força tarefa entende que a prisão em regime fechado restringe a liberdade do preso – não a liberdade de imprensa. Esta fala diz respeito as conversas que sugeriam impossibilitar que o ex-presidente Lula desse entrevista, uma vez que estas poderiam beneficiar o então candidato a presidência pelo PT, Fernando Haddad.

“Tentar imaginar que a Lava Jato é partidária é teoria da conspiração. Só em Curitiba se acusou pessoas ligadas ao PP, PT, MDB, PSDB, PTB… A Lava Jato é contra a corrupção seja de quem ela for”, reforçou e complementou: “As acusações feitas não procedem. Desde o começo, acusamos mais de 400 pessoas e condenamos mais de 150”.

Confira o vídeo:

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