“Tenho 3 alternativas para o meu futuro: estar preso, ser morto ou a vitória”, diz Bolsonaro durante evento em Goiânia

Presidente cumpre agenda em Goiânia, participando de encontro com líderes religiosos, políticos e empresárias. Em suas falas, Bolsonaro voltou a se queixar do STF e fez a convocação para manifestações marcadas para 7 de setembro

O presidente Jair Bolsonaro cumpre na manhã deste sábado, 28, sua 16ª agenda oficial na capital desde o início de seu mandato. O primeiro compromissos foi a participação no 1º Encontro Fraternal de Líderes Evangélicos do Estado de Goiás, que já é realizado na Assembleia de Deus do Setor Campinas. Em discurso para líderes religiosos e apoiadores, o presidente disse que que tem 3 alternativas para o seu futuro: “estar preso, ser morto ou a vitória”, e completou “Podem ter certeza, a primeira alternativa, ser preso, não existe. Nenhum homem aqui na terra vai me amedrontar”.

O evento religioso não foi aberto a imprensa, mas foi transmitido pelas redes sociais do Planalto. Em sua fala aos religiosos o presidente voltou a se queixar do poder Judiciário. Segundo ele, juízes atuam em desfavor ao liberdade de expressão. “Desmonetizar páginas de apoiadores ele abre brechas em outras instâncias para juízes defender seus governadores, em seus Estados. Isso não é democracia”, declarou.

Ainda falando sobre o STF e as decisões que o tem desagradado, Bolsonaro fez um convite para para as manifestações a favor de seu governo, que estão marcadas para 7 de setembro. “Tudo tem um limite. Não podemos conviver com isso. Sei que a grande maioria dos líderes evangélicos vão participar do movimento em 7 de setembro. Está na constituição. Espero que não queiram vetar esse movimento”, disse. ‘Eu estarei na explanada pela manhã. A tarde na paulista”, completou.

Jair Bolsonaro voltou a falar de fraudes em eleições passadas, que segundo ele, já foram comprovadas. “Comprovei a fraude no TSE com documentos do próprio TSE. Porque não querem mais transparência. Me acusam querer dar o golpe, mas eu já sou o presidente, eu vou dar o golpe em mim mesmo”, disse em seu discurso aos religiosos.

Assista:

Crise econômica e Covid

Bolsonaro credita a culpa pela atual situação econômica ao isolamento social promovido para conter o avanço da Covid-19. Aos líderes religiosos e empresários ele disse que ‘ficar dentro de casa não resolve nada”. Em seguida, o presidente disse saber do “sofrimento que o povo tem passado como consequência do ‘fica em casa’. Ainda segundo ele, ao longo da foi possível conhecer “protótipos de ditadores no Brasil, que queriam fechar aeroportos, fechar divisas e colocar barreiras”.

Ainda falando em crise econômica, o presidente voltou a ameaçar, dizendo que o Brasil pode se tornar uma Venezuela. “Quando a gente fala o que pode acontecer com o Brasil, e alguns não acreditam, olhem a Venezuela, olhem o que está acontecendo na Argentina. Estamos preparando acolhida no Rio Grande do Sul. Pelo que tudo indica a Argentina não tem como não dar errado”, apontou.

Aglomeração

Antes de chegar ao evento previsto na igreja, Bolsonaro se encontrou com apoiadores e parou para comer pastel e tomar caldo de cana. Já na chegada ao local do compromisso, o presidente voltou a aglomerar ao cumprimentar pessoas que o aguardavam na porta da igreja que recebe o evento.

Após o culto religioso, o presidente vai participar de um encontro com prefeitos, vereadores, empresários e lideranças classistas.

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