Tempo ameno e chuvoso esgota pamonhas em Goiânia

Pamonharias chegam a quadruplicar produção, mas não é suficente: às 21 horas já não se encontra a iguaria na cidade

Quando a pamonha acaba, o jeito é servir outros pratos de milho para não fechar mais cedo e perder clientes. Uma das opções é a chica doida, caldo de milho com queijo e presunto | Fotos: Pamonharia Bueno

Quando a pamonha acaba, o jeito é servir outros pratos de milho para não fechar mais cedo e perder clientes. Uma das opções é a chica doida, caldo de milho com queijo e presunto | Fotos: Pamonharia Bueno

Acabou o mês de setembro, começou o período chuvoso e a população de Goiânia vive um verdadeiro pesadelo: está difícil encontrar pamonhas na cidade. O Jornal Opção procurou algumas pamonharias da cidade e em todas elas, mesmo com a produção aumentando, está difícil suprir a demanda pela iguaria.

Na Frutos da Terra, uma das maiores da capital, a produção média é de 800 pamonhas por dia. Mas uma das funcionárias do restaurante, Jessika Cabral, conta que, com o início das chuvas, subiu para 3 mil pamonhas por dia. Não é suficiente: “Ontem nós fechamos as portas às 20h30, quando o normal é às 22h30”, diz.

“O que acontece não é que falta pamonha, mas é que, quando chove, as pessoas levam muitas de uma vez”, explica ela. “As pessoas procuram uma comida quente, né?” Cenário parecido foi encontrado na Pamonharia Bueno, que não chegou a fechar mais cedo, mas teve que desligar o telefone e desativar o aplicativo de entregas.

Segundo o proprietário do restaurante, Eronildo de Morais, a solução é vender outros produtos com milho para não perder vendas. “As pamonharias menores acabam fechando mais cedo, mas a gente sempre tem alguma outra coisa, uma chica doida, sopa de milho, como opção”, lista ele.

Lá, a média diária é de 250 a 300 pamonhas por dia, mas, nesse período, chega a quintuplicar. Na quarta-feira (6/10), por exemplo, foram 800. “Mas se eu tivesse 1.200 pamonhas, não dava para quem queria”, afirma. “Não é que aumenta a demanda não, é que o povo fica desesperado atrás”, brinca ele.

A produção também aumentou na Chacrinha do Milho, onde, conta o funcionário Junior de Araújo, eles trabalharam dentro do horário normal, mas viram as pamonhas acabarem bem cedo. “Não sei se hoje vai ter o mesmo movimento, mas ontem tava muito cheio. Sempre quando chove é assim”, declarou.

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