Temer volta atrás e deve recriar Ministério da Cultura

Pelo Twitter, ministro da Educação, Mendonça Filho, garantiu que presidente interino repensou extinção do chamado Minc, anunciada no último dia 12

Michel recua e Marcio Caleiro, anunciado como secretário nacional de Cultura, assume cargo de ministro | Fotos: Lula Marques/ Agência PT e Tomaz Silva/ Agência Brasil

Michel recua e Marcio Caleiro, anunciado como secretário nacional de Cultura, assume cargo de ministro | Fotos: Lula Marques/ Agência PT e Tomaz Silva/ Agência Brasil

Depois da forte reação contrária à extinção do Ministério da Cultura (Minc) e sua anexação ao Ministério da Educação (MEC), Michel Temer resolveu recuar da decisão, tomada com o intuito de diminuir o número de ministérios. O anúncio foi feito pelo atual ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE), neste sábado (21/5), pelo Twitter.

“Conversei com o presidente Temer sobre a decisão de recriar o Ministério da Cultura. O compromisso do presidente com a Cultura é pleno”, escreveu. “A decisão de recriar o Minc é um gesto do presidente Temer no sentido de serenar os ânimos e focar no objetivo maior: a cultura brasileira”, completou Mendonça Filho.

O secretário municipal de Cultura do Rio de Janeiro (RJ), Marcelo Calero, que foi escolhido como secretário nacional de Cultura, deve seguir no comando da área, mas agora como ministro. Sua posse deve ser oficializada na próxima terça-feira (24). Segundo Mendonça, a orientação é de que os dois ministérios caminhem juntos para “Potencializar os projetos e ações entre os ministérios da Educação e da cultura”.

Há dois dias, segundo informações da Folha de São Paulo, até mesmo correligionários de Temer o aconselharam a recuar da decisão, incluindo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Mesmo depois de Temer dizer que a cultura no Brasil não seria prejudicada com a extinção do Minc, Renan seguiu articulando com artistas para tentar reverter a situação.

O peemedebista encontrou dificuldades para preencher a vaga de secretário de Cultura. Depois de ter incorporado o Minc ao MEC, o presidente em exercício queria que uma mulher ocupasse o cargo por ter sido duramente criticado ao indicar apenas homens para o ministeriado. No entanto, a polêmica extinção, somada à falta de mulheres no governo, fez com que as no mínimo cinco possíveis secretárias recusassem o convite.

Desde que a medida foi anunciada, no último dia 12, artistas de todo o país fizeram atos em protesto contra a extinção do Minc. Foram registradas ocupações e manifestações em pelo menos 21 cidades brasileiras, inclusive em Goiânia, onde a sede do Instituto dos Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foi ocupada na última sexta-feira (20) por um grupo de cerca de 100 manifestantes. Além das superintendências do Iphan por todo o Brasil, manifestantes também ocuparam prédios da Fundação Nacional das Artes (Funarte).

Na quinta-feira (19/5), todos os nove governadores do Nordeste brasileiro resolveram engrossar o coro e divulgaram uma carta defendendo a manutenção do Minc. São eles: Renan Filho (PMDB-AL), Jackson Barreto (PMDB-SE), Robinson Saria (PSD-RN), Flávio Dino (PCdoB-MA), Rui Costa (PT-BA), Camilo Santana (PT-CE), Wellington Dias (PT-PI), Paulo Câmara (PSB-PE), Ricardo Coutinho (PSB-PB).

Confira o tweet de Mendonça Filho:

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