Temer sugere que guardas municipais tenham maior participação na segurança

Declaração foi dada em reunião com prefeitos no Palácio do Planalto

O presidente Michel Temer sugeriu nesta quarta-feira (7/3), em reunião com prefeitos, que as guardas municipais tenham maior participação na segurança das cidades. Na abertura da reunião com os gestores municipais, realizada no Palácio do Planalto, Temer enfatizou que o tema da segurança não deve ser uma preocupação restrita aos Estados e pediu que os prefeitos se reúnam com os comandantes das guardas municipais para mobilizá-los em ações preventivas.

“Segurança pública não é uma coisa que fica no espaço territorial do estado, ela ultrapassa os espaços territoriais dos estados, naturalmente dos municípios, e hoje até tem uma transnacionalidade. Os senhores têm guardas municipais, e eu acho que precisamos dar, se me permitem a sugestão, uma função mais efetiva, mais participativa aos guardas municipais. Porque fora as circunstâncias que constitucionalmente elas guardarem, na medida em que estejam nas praças, nas ruas, diante dos colégios, elas estarão exercendo prevenção muito significativa”, disse Temer.

Em fevereiro, o presidente interino do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Goiânia (Sindigoiânia), GCM Ronaldo Gonzaga, defendeu que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) permaneça nas ruas de Goiânia e, inclusive, reivindicou um novo concurso à prefeitura da cidade, devido ao baixo número de agentes atualmente.

“É um retrocesso retirar a Guarda (Civil Metropolitana) das ruas, o cidadão não quer saber se é polícia civil, militar ou a Guarda, ele quer alguém que interceda por ele”, explicou em entrevista ao Jornal Opção.

A declaração foi uma resposta à polêmica envolvendo o prefeito Iris Rezende, que disse em entrevista que a GCM não iria mais se dedicar à segurança da população ou realizar patrulha nos bairros, restringindo a atuação da corporação à vigilância dos prédios públicos da capital.

“A Guarda não vai mais prestar serviço de segurança na rua, o que é função da Polícia Militar e sim cuidar dos prédios públicos municipais, como parques, praças, escolas, postos de saúde e parques”, anunciou na ocasião.

A medida foi mal recebida, principalmente por comerciantes da Avenida 44, o que fez com que o prefeito voltasse atrás na decisão, afirmando que ocorreu um erro de interpretação em seu anúncio.

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