Temer se pronuncia sobre mortes de presidiários em Manaus: “Acidente pavoroso”

Em pronunciamento durante reunião com núcleo institucional, presidente minimizou responsabilidade do governo no episódio e anunciou medidas para Segurança Pública

Michel Temer em reunião com núcleo institucional sobre para discussão do Plano Nacional de Segurança | Foto: Divulgação /Planalto

O presidente Michel Temer (PMDB) prestou solidariedade nesta quinta-feira (5/1) aos familiares das vítimas da chacina no no Complexo Prisional Anisio Jobim (Compaj), em Manaus, no último final de semana. “Quero me solidarizar com as famílias que tiveram seus presos vitimados naquele acidente pavoroso que ocorreu no presídio de Manaus”, disse, em reunião com o núcleo institucional para discutir o Plano Nacional de Segurança.

Temer afirmou que não houve “uma responsabilidade objetiva, clara e definida dos agentes estatais” no episódio de Manaus, uma vez que os presídios da capital amazonense tem serviços terceirizados.

“Claro que [as autoridades] tinham de ter informações e acompanhamento. Os dados foram acompanhados pelo Ministério da Justiça desde o primeiro dia. [O ministério] colocou todos dispositivos federais por conta do presídio de Manaus”, completou.

Após a coletiva, anunciou medidas como a liberação R$ 1,8 bilhão para a segurança pública ainda neste primeiro semestre, e outros R$ 800 milhões para a construção de pelo menos um presídio por unidade federativa.

Além disso, serão disponibilizados R$ 150 milhões para a instalação de bloqueadores de celulares em pelo menos 30% dos presídios de cada estado, e R$ 200 milhões para a construção de mais cinco presídios federais para presos de alta periculosidade.

“Quero registrar que haverá determinação do Ministério da Justiça, referente ao Plano Nacional de Segurança Pública [ainda a ser anunciado], para que os presídios que vierem a ser construídos nos estados, aos quais já destinamos R$ 1,8 bilhão, R$ 800 milhões vão para a construção de pelo menos um presídio por estado”, disse Temer. “R$ 150 milhões serão para [a instalação de] bloqueadores de celular em pelo menos 30% dos presídios dos estados”,  anunciou.

Segundo Temer, as datas para a assinatura dos repasses e a adesão dos estados ao Plano Nacional de Segurança Pública ainda serão definidas.

A rebelião no Compaj, no Amazonas, resultou na morte de pelo menos 56 pessoas, no segundo maior massacre em presídios brasileiros, atrás somente de Carandiru, em São Paulo, em 1992. Outros quatro presos morreram na Unidade Prisional de Puraquequara, também em Manaus. O motim teve como consequência a fuga de 184 presos. Desses, 63 já foram recapturados, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas.

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