Temer participa de série de reuniões para discutir Operação Carne Fraca

Presidente está preocupado com o impacto negativo do caso no Brasil e fora dele

residente Michel Temer se reúne com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi. Foto: Marcos Corrêa/PR

Preocupado com o impacto negativo da Operação Carne Fraca, o presidente Michel Temer marcou neste domingo (19) uma série de reuniões com ministros, representantes do setor agropecuário e diplomatas de países importadores de carne brasileira para discutir o esquema descoberto pela Polícia Federal e apresentar as medidas que devem ser adotadas pela União.

Durante reunião com o peemedebista, o presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), João Martins, cobrou punição enérgica aos agentes públicos e às empresas envolvidas no esquema criminoso e reforçou o discurso de que o problema é isolado. Para Martins, os produtores rurais são as grandes vítimas do esquema de “maquiagem” de carnes estragadas.

“Com certeza, [vamos pagar o pato] no primeiro momento com a especulação. Alguns frigoríficos podem usar de má fé e dizer que a cotação do boi caiu por causa do mercado exportador ter recuado, mas não existe nenhum mercado externo que tenha recuado até o momento”, disse.

Segundo Martins, na reunião no Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer apresentou aos representantes dos produtores as medidas emergenciais que estão sendo tomadas após a descoberta de que grandes empresas do setor alimentício estavam, com a conivência de fiscais agropecuários federais, estavam comercializando carne estragada ou com a adição de produtos impróprios.

“O presidente mostrou a nós as medidas que já foram tomadas, de punir os 33 ficais que foram pegos nessa situação, fechar as três unidades e pedir que exista mais rigor”, disse o presidente da CNA. “Os produtores, a sociedade brasileira precisam ter a certeza de que estão consumindo carne com inspeção perfeita, da melhor qualidade possível, não só dizer que somos um grande exportador de carne e frango, temos que comer aqui a mesma qualidade que é exportada”, emendou. (Com informações da Agência Brasil)

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JORGE ALMADA

Não é só o problema da carne podre e propina para político mas tem uma agravante maior é a divida da JBS PARA COM A PREVIDÊNCIA SOCIAL DE 1,8 BILHÕES DE REAIS. O trabalhador que vai pagar a conta no futuro.