Temer anuncia que vai pedir suspensão de inquérito contra ele no Supremo

Segundo o presidente, áudios foram adulterados e intenção de delator, bastante criticado por ele, é continuar recebendo dinheiro público sem punição

O presidente Michel Temer (PMDB) fez um novo pronunciamento neste sábado (20/5) para anunciar que está entrando com pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender o inquérito contra ele até que seja comprovada a autenticidade da gravação de conversa entre Joesley e ele.

Atacando abertamente Joesley Batista, o presidente questionou a idoneidade dele e ironizou o fato de ele estar solto. “O autor do grampo está livre e solto, passeando pelas ruas de Nova Iorque. O Brasil, que já tinha saído da mais grave crise econômica da sua história, passa agora por dias de incerteza. Ele não foi punido e pelo jeito não será”, disparou Temer.

Além de questionar a intenção de Joesley, outro ponto ressaltado por ele foi o fato de o Grupo J&F ter comprado dólares logo após o anúncio das delações. “Este grupo especulou contra a moeda nacional. Comprou moeda e as vendeu antes da queda da bolsa, ou seja, a JBS lucrou milhões e milhões de dólares em menos de 24 horas”, disse ele.

“Há quem queira me tirar do governo para voltar ao tempo em que faziam tudo o que queriam sem fiscalização e quebraram o Brasil. Eu o ouvi, mas nada fiz para que ele obtivesse êxito. Não existe crime em indicar outra pessoa para que escutasse suas lamúrias”, pontuou, sobre o teor da conversa.

Temer também questionou a veracidade da delação, afirmando que houve cortes, que Joesley é “conhecido falastrão” e que depoimentos dos dois têm uma série de incoerências. Ele negou ainda que tenha comprado o silêncio de Temer, dizendo que não há nada nos áudios que comprove isso.

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