Negociações de R$24 milhões foram intermediadas por consultores sem cargo no governo e pagamento foi feito de forma antecipada

TCU investiga seguro de vacinas de R$ 24 mi. | Foto: reprodução.

O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga possíveis irregularidades na contratação de seguro vacinas adquirido pelo governo federal por R$ 24 milhões. A intenção era cobrir possíveis eventos adversos dos imunizantes da Janssen e da Pfizer.

O seguro internacional foi mediado pela advogada Danielle Cavalcanti Sayao e por seu marido Alvara Cavalcanti Sayao. Nenhum dos dois é ocupante de cargo público e prestam serviços exclusivamente para o setor privado.

Os mediadores foram indicados por Zoser Hardman Araújo, assessor especial do ex-ministro da saúde, general Pazuello. O consultor jurídico esteve a frente de negociações bilionárias de vacinas e também atuou na defesa de chefes da milícia em ações judiciais.

Os advogados, ligados à DMGA Consulting, empresa com sede no Rio de Janeiro, utilizaram de e-mail privado para tratar em nome do governo federal. Conforme divulgou a Folha de São Paulo, procurados, Danielle e Alvara não disseram se compartilharam algum negócio com o assessor especial de Pazuello.

O TCU cobrou justificativas do Ministério da Saúde sobre seleção de advogados de fora do governo. O negócio se iniciou enquanto Pazuello era ministro, mas foi fechado na gestão de Marcelo Queiroga.

O seguro foi assinado por Roberto Ferreira Dias, acusado de cobrar propina para destravar vendas de vacinas.