Para Sandro Mabel, presidente da Fieg, é importante que setores produtivos tenham oferta de recursos para incentivar retomada sólida da economia

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Pela 9ª vez consecutiva, o Banco Central reduziu a taxa básica de juros. A queda de 0,25% foi comemorada pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg). Com essa redução anunciada na última quarta-feira, 5, a Selic chega a 2% ao ano.

“Nossa expectativa é de que a taxa básica caia para 1,5% aa até dezembro, permitindo a entrada de mais recursos no mercado em médio e longo prazo e, principalmente, forçando os agentes financeiros a diminuírem o custo do crédito no Brasil”, avaliou Sandro Mabel, presidente da Fieg.

Embora este seja o menor patamar da história, a Fieg espera cortes mais arrojados, já que dados de maio e junho apontam indicadores industriais com retração em cinco fatores, de acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A Fieg observa que com juros mais baixos as aplicações ficam menos atraentes, enquanto financiamentos e empréstimos se tornam mais acessíveis. “Nesse cenário, é fundamental a oferta de recursos aos setores produtivos, com objetivo de incentivar uma retomada mais sólida e consolidada, com equacionamento das dívidas e investimentos”, ponderou.