Tarifa de água e esgoto e passagens de ônibus pressionam a inflação em Goiânia

Cesta básica subiu 0,83%, atingindo o valor de R$ 260,31. Com os dados divulgados hoje, a inflação em Goiânia atinge 4,12% no acumulado no ano e de 6,43% nos últimos 12 meses

A inflação de Goiânia em maio deste ano, apurada pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos da Secretaria de Gestão e Planejamento (IMB/Segplan), apresentou taxa de 0,79%, motivado principalmente pelas tarifas de água e esgoto (5,59%) e de transporte coletivo (3,7%). Juntos, os dois itens somaram 0,43% no impacto inflacionário do mês, que ficou acima do verificado em abril (0,53%), mas abaixo do registrado em maio do ano passado (0,86%).

Com os dados divulgados hoje, a inflação em Goiânia atinge 4,12% no acumulado no ano e de 6,43% nos últimos 12 meses. Mesmo que alguns alimentos tenham permanecido com aumento elevado, como o pão francês (2,38%), o açúcar (4,8%) e a carne bovina (2,13%), o grupo foi o que registrou menor ritmo de crescimento dos preços.

A cesta básica subiu 0,83%, atingindo o valor de R$ 260,31. Dos 12 itens que compõem a cesta, sete registraram aumento, quatro tiveram redução e um – o arroz – manteve o preço estável em maio na comparação com abril. Entre os reajustes, os destaques ficaram com o açúcar (4,79%) e a margarina (3,31%). Entre as quedas, as principais foram verificadas nas cotações do leite (-1,54%) e da farinha/massa (-0,71%).

O grupo de transportes, puxado pelo reajuste da passagem de ônibus urbano (3,7%) e pela motocicleta (3,55%), apresentou elevação de 1,6%. O aumento só não foi maior porque no mesmo mês houve recuo nos preços da gasolina comum (-1,58%) e do etanol (-2,67%).

A habitação apresentou aumento de 0,86%. Os motivadores foram principalmente a alta da tarifa de água e esgoto (5,59%), do aluguel residencial (0,71%) e dos produtos de limpeza (1,65%).

As despesas pessoais subiram em 1,71%, com destaque para os ingressos para jogos de futebol (32,67%), jogos de loteria (20%) e brinquedos (4,33%). A alta de 1,06% do grupo de saúde e cuidados pessoais foi influenciada pelos preços maiores de medicamentos (1,48%) e produtos de higiene pessoal (1,68%). Educação teve acréscimo de 0,45%, devido aos reajustes de artigos de papelaria (1,49%), curso de informática (1,23%) e revistas (3,22%).

O índice ficou em 0,21% no grupo do vestuário, com elevações nos preços para camisa masculina (5,79%) e camiseta masculina (4,93%), entre outros itens. Na comunicação, a elevação foi de apenas 0,05%, influenciado pelo pequeno aumento no preço de telefonia fixa (0,07%).

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